Confira material completo da série “Caixa Acústica” – O vidro na barreira do som

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“Caixa Acústica” é uma seleção de três suplementos com conteúdo baseado na 6ª VidroSom – seminário técnico sobre acústica em vidro – publicados pela revista “O Vidro Plano” em realização conjunta com a Abravidro, Atenua Som e a Cebrace, patrocinadora do evento desde sua primeira edição.

Na primeira edição , Carlos Henrique Mattar, gerente de marketing da Cebrace e um dos maiores especialistas em vidro no Brasil, apresentou conceitos básicos sobre acústica e o vidro como barreira de som. Participa também o arquiteto Marcos Holtz, que fala sobre a evolução do uso do material em edificações ao longo dos séculos.

segundo suplemento  apresenta exemplos práticos do uso do vidro acústico.
Nesta edição, Edison Claro de Moraes, idealizador do evento e diretor da Atenua Som, fala sobre soluções práticas para barrar ruídos a partir de cases de clientes da empresa e José Guilherme Aceto, diretor da Avec Design, apresenta tecnologias diferenciadas em caixilhos para aumentar o conforto acústico de edificações.

No terceiro e último suplemento, o conteúdo é focado em palestras de Edison Claro de Moraes, que mostrou resultados de ensaios realizados por sua empresa (Atenua Som) e na comparação e comportamento de diferentes tipos de vidro. Finalizando, a engenheira Michele Gleice, diretora-técnica do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec) comentou sobre as normas do setor vidreiro e informações sobre o desempenho acústico.

10º Prêmio Destaque ANAVIDRO: Atenua Som entre os finalistas!

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Celebrando sua décima edição, o “Prêmio Destaque ANAVIDRO” promovido pela Associação de Vidraceiros do Estado de São Paulo, a AVESP, realizou votação entre profissionais do setor vidreiro e em agosto vai premiar as empresas do segmento que mais se destacaram nos últimos 12 meses pela qualidade e excelência de seus produtos e serviços.

Já foram divulgados os finalistas da edição de 2015, a Atenua Som já ganhou o prêmio nos anos de 2011, 2013 e 2014 e este ano concorre na categoria “Vidros Especiais”.

Confira momentos da festa da 9ª edição da ANAVIDRO 2014 e entrevista com a equipe da Atenua Som:

Vidros tecnológicos para a construção civil

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ATENUA SOM – especializada no desenvolvimento de janelas acústicas, a marca aposta no crescimento de mercado para os vidros tecnológicos por considerá-los mais do que um simples complemento de seus produtos.

“Trabalhamos com o vidro polarizado, composto de um filme de cristal líquido que quando submetido à tensão elétrica, ou seja, quando ligado, fica incolor, e quando desligado o vidro fica nebuloso, opaco, assegurando a privacidade do ambiente”, diz Nicole Fischer, executiva, explicando que os vidros polarizados podem ser temperados laminados ou insulados (duplos) e estão disponíveis nas opções incolor, extraclean, bronze, verde e cinza.

A executiva da Atenua Som destaca também o projeto da Smart Window, uma janela desenvolvida para utilizar vidros fotovoltaicos que captam a energia solar transformando-a em energia aproveitável em diversas funções, entre elas a de carregar celulares e demais aparelhos eletrônicos através de uma saída USB acoplada no perfil da esquadria, na qual toda a energia acumulada durante o dia fica armazenada.

“Na realidade,a Smart Window já existe, porém, como alternativa, utiliza uma placa solar colocada no parapeito da janela para captar a energia do sol, enquanto não importamos a tecnologia para o vidro”, relata Nicole Fischer, que chama a atenção, ainda, para os vidros insulados, duplos ou triplos produzidos na fábrica da empresa para serem aplicados nas portas e janelas antirruído da marca.


Publicado na Revista Contramarco maio/junho de 2015

Smart Window
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Poluição sonora aumenta riscos de obesidade em mulheres

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Estudo divulgado pelo Instituto Norueguês de Saúde Pública (Nasjonalt folkehelseinstitutt, Folkehelseinstituttet, FHI) descobriu que a poluição sonora está relacionada com aumento de peso corporal, principalmente em mulheres – a cada aumento de 5 decibéis, há um aumento de 0,21 centímetros na circunferência abdominal, já nos homens não se observou o mesmo resultado.

Mais pesquisas sobre os efeitos a longo prazo da poluição sonora na saúde são necessárias. É importante descobrir mais sobre os mecanismos de desenvolvimento de doenças e identificar os grupos vulneráveis já que existem grandes diferenças individuais na sensibilidade ao ruído“, diz Gunn Marit Aasvang , pesquisador sênior do “Department of Air Pollution and Noise“.

As pesquisas começaram em 1999 em um grupo de 5.075 pessoas que vivem em cinco áreas suburbanas e rurais nos arredores de Estocolmo/Suécia e incluíram informações sobre alturas de construção, limites de velocidade e barreiras acústicas.

Os resultados não foram influenciados por fatores socioeconômicos, estilo de vida ou a exposição à poluição do ar.

Principais resultados da pesquisa:
– Entre as mulheres foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os níveis de poluição sonora e três marcadores de obesidade: índice de massa corporal, circunferência da cintura e quadril-cintura
– O resultado da poluição sonora e obesidade entre os homens foram menores
– Aqueles com idade inferior a 60 anos tiveram maior influencia entre poluição sonora e a obesidade
– A qualidade do sono não pareceu ter associação com a obesidade
– Homens com o quarto de frente para uma rua movimentada foram os mais afetados na redução da qualidade do sono
– Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ruído do tráfego rodoviário, ferroviário e de aeronaves é uma das principais dificuldades para se atingir uma vida saudável na Europa Ocidental, principalmente devido à irritação e perturbação do sono
– O ruído é um fator de estresse que contribui para a perturbação do descanso, sono, comunicação, hipertensão, doença cardiovascular, pressão arterial, mudanças hormonais e nos níveis de estresse.

Projeto Design – Versatilidade para o conforto acústico

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Sons gerados pelo tráfego de veículos, geradores, ar-condicionado e outros equipamentos de uso cotidiano, além do ruído das multidões, contribuem para o aumento da poluição sonora em grandes cidades. a preocupação com os danos decorrentes é evidenciada pela quantidade de soluções acústicas que o mercado da arquitetura anuncia com frequência, relacionadas a forros, painéis, vidros, lãs especiais, mantas e aos mais diversos materiais, capazes de garantir um bom desempenho das construções.

Em evidência, o assunto foi escolhido como tema da 2ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, prevista para ser realizada no final de abril, em São Paulo, por iniciativa da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica). Contava-se com a participação de arquitetos especialistas em acústica, pesquisadores da área, engenheiros, físicos, advogados e jornalistas. Além de abrir um diálogo sobre as soluções para a mitigação da poluição sonora, o evento discutiria questões relacionadas aos desafios de uma cidade 24 horas, com alto índice de entretenimento noturno, o excesso ou a falta de normas voltadas para o setor, além do monitoramento do ruído urbano. E aventava a possibilidade de se implementar um projeto piloto em São Paulo, além das diretrizes para um novo projeto de lei sobre ruído urbano, em que se mapeie a paisagem sonora da cidade.

“Esclarecer quais são os pontos críticos principais e que conexões já existem em relação ao planejamento urbano, e seus benefícios para a cidade, é o objetivo desse mapeamento”, afirma o arquiteto e urbanista Marcos Holtz, mestre em acústica e coordenador da Comissão Acústica Ambiental da ProAcústica, que assinalou os pontos estruturantes do encontro. À frente de diversos projetos acústicos de auditórios, museus, hotéis e shopping centers, o escritório Harmonia Acústica, que tem Holtz como sócio‑diretor, é responsável pela consultoria e projeto acústico do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ). Em construção na avenida Atlântica, em meio à zona residencial da orla da praia de Copacabana, a proposta arquitetônica concebida pelo escritório Diller Scofidio + Renfro  tem como principal desafio acústico controlar o vazamento do som para o exterior. “Foi necessário prever um duplo isolamento: da avenida para o museu e do museu para os vizinhos”, explica Holt,que, para atender a essa demanda, definiu o emprego de elementos absortivos no forro e o envelopamento do edifício com concreto e vidro laminado.

A ideia do empreendimento é proporcionar ao visitante uma experiência sensorial, como é o caso do espaço da Boate, que contará a história da noite carioca e a genealogia da música black, com influência do funk; e da Sala Carnaval, que mostrará a história da tradicional festa carioca, com a projeção 360 graus do som da bateria de uma escola de samba. Nesses dois ambientes era necessário garantir o conforto e o isolamento acústico. Para isso, foram usados vidros duplos – para a Boate se conectar visualmente com o átrio assimétrico que vai do térreo ao último pavimento -, contrapisos flutuantes e painéis com lã mineral de tecido e forros acústicos.

Outro espaço de destaque do museu é o cineteatro, ambiente versátil com capacidade para 280 pessoas. Por permitir diferentes usos, como projeção de filmes, auditório e sala de espetáculos, o revestimento acústico tinha que garantir a reflexão e também a absorção do som. O projeto arquitetônico previa painéis de madeira em formato de onda nas três paredes principais, modelados em 3D, para representar tanto as ondas do mar como as do som. “A intenção era visualizar as ondas sonoras se propagando pela parede, o que foi uma ideia polêmica e difícil de executar. Mas que, por fim, atendeu às demandas estética, conceitual e acústica”, lembra Holtz. A sala conta ainda com a parede posterior feita em vidro, em contato com o foyer do museu, além de cortinas de veludo que absorvem o som e escurecem o ambiente em sua configuração de cinema.

A maior parte da solução acústica foi personalizada para o MIS/RJ. “A acústica não pode impor uma solução, ela resulta sempre da arquitetura e, portanto, foram estudadas em conjunto neste projeto, que se desenvolveu através de um processo interessante e interativo”, revela Holtz.

Casas que recebem grandes espetáculos também contam com elementos acústicos para garantir o isolamento do som, como o Teatro Porto Seguro, localizado em São Paulo. Com inauguração prevista para o início de maio, a área de cerca de 4,2 mil metros quadrados dará espaço a uma sala com 504 lugares, segundo o projeto do escritório AIC Arquitetura & Urbanismo. Possibilitar a uniformidade sonora em todos os lugares da plateia, tanto em eventos ao vivo ou amplificados, para atender também a encontros corporativos multimídia, foram os pilares do projeto acústico.

Entre os desafios de um espaço como este, está o controle dos ruídos de ar-condicionado, transformadores e outras instalações. A reverberação excessiva, bem como ecos e ressonâncias no palco, também foram objetos de maiores cuidados. O consultor acústico do projeto, Alexandre Sresnewski, conta que a opção foi pelo emprego de materiais com acabamentos e tipologias com características peculiares de isolamento para cada parte, como teto, paredes, pisos e palco. “Foram usados materiais acusticamente versáteis, da Nexacustic, produzidos pela OWA, com absorção em algumas superfícies e difração em outras. Nas paredes, utilizou-se uma mistura de painéis absorventes e refletentes. E no teto, refletores curvos em gesso, para levar os sons do palco até a plateia. Além disso, colocamos outros painéis de tecido sobre mantas minerais”, ele detalha.

Porém, não são apenas ambientes com alto fluxo de pessoas que requerem cuidado especial com a paisagem sonora. Comportando até 170 pessoas, o restaurante de comida japonesa Djapa, de São Paulo, levou o conforto acústico em consideração. A solução adotada foi o forro suspenso Heradesign, importado da Alemanha pela fábrica Knauf AMF. Diferente de um forro de gesso, por exemplo, por ser feito com fibras de madeira, tem absorção sonora otimizada.

Em outros casos, a principal preocupação não é com o vazamento do som, mas com a interferência da poluição sonora externa. O escritório do hangar da companhia aérea TAM, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, precisava minimizar o ruído constante dos aviões no ambiente interno. O edifício estava vedado por sanduíche de vidros insulados, de oito milímetros, e câmara de ar de nove milímetros, resultando em vidro de 40 kg/m², com ruído de até 104 decibéis. Após diversos estudos e o uso de recursos tecnológicos, como a holografia acústica, que revela o nível de ruído e por onde ele é transmitido na fachada, a Atenua Som identificou o ponto fraco do sistema existente e buscou uma opção que melhor correspondesse à demanda. De acordo com Edison Moraes, diretor da empresa, a decisão foi substituir os vidros antigos por multilaminados de seis milímetros, com câmara de ar de quatro milímetros, e outro vidro de seis milímetros, da Cebrace. Com isso, além de um sistema mais leve, a medição do ruído mostrou uma queda para 56 decibéis.

Independentemente do tipo de vidro, o desempenho acústico será determinado pelo conjunto composto por caixilho e isolamento. Para o gerente de marketing da Cebrace, Carlos Henrique Mattar, o caso do hangar mostra a importância de uma especificação correta. “Não existe fórmula para identificar um vidro ideal para cada projeto, é preciso fazer uma análise do local e do tipo do ruído que se pretende barrar a fim de obter o conforto acústico”. Seguindo tal linha, a empresa lançou o aplicativo gratuito Cebrace Acústica, que permite que cada usuário verifique qual seria o vidro mais apropriado às diversas situações do cotidiano.

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Texto de Gabriela Nunes| Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 421

Série Barulhos Urbanos: Ruído excessivo atormenta os moradores das grandes cidades

Assista três episódios da série “Barulhos Urbanos” realizadas pela TV Record.

Barulhos Urbanos: Guarda de trânsito enfrenta sons acima do recomendado no dia a dia
Guarda de trânsito, mesmo com protetores, enfrenta barulhos altíssimos enquanto organiza o tráfego de veículos nas vias da cidade.

 

Barulhos Urbanos: Aeroviários sofrem consequências do trabalho na audição
Como o som da turbina de um avião, um aspirador de pó e a bateria de uma escola de samba podem trazer prejuízos irreparáveis à audição.

 

Barulhos Urbanos: Obras das Olimpíadas de 2016 tiram o sono dos vizinhos.
A paz das praias do Rio de Janeiro ganharam uma nova trilha sonora com a proximidade dos Jogos Olímpicos. Os vizinhos das construções convivem diariamente com barulhos incômodos das obras.

 

10º Prêmio Destaque Anavidro – Atenua Som concorre na categoria “vidros especiais”

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A Atenua Som está concorrendo na categoria “Vidros Especiais” no 10º Prêmio Destaque Anavidro, que até o dia 15/06 recebe a votação de profissionais do setor vidreiro para indicarem as 90 empresas concorrentes em 15 categorias distintas.

A votação acontece no site www.premioanavidro.com.br, sendo que no dia 22/06/2015 serão divulgadas as três empresas finalistas de cada categoria.

Serão selecionados três finalistas de cada categoria, tendo como critério de classificação o número de votos obtidos. A ordem Ouro, Prata e Bronze será divulgada apenas na cerimônia de entrega dos troféus, a realizar-se no dia 01/08/2015 no Clube Paineiras do Morumby.

Você pode conferir o vídeo da 9ª edição da ANAVIDRO 2014 edição 2014, onde a Atenua Som ganhou bronze na categoria “vidros especiais”.