Seminário debate soluções acústicas em vidro

Sistemas inovadores e cases serão apresentados durante o encontro em São Paulo

O 9º VidroSom (Seminário de Soluções Acústicas em Vidro) acontece no próximo dia 23 de setembro durante a realização da FESQUA – Feira Internacional de Esquadrias, Ferragens e Componentes no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo. O evento propõe a troca de informações e capacitação técnica de arquitetos, consultores e profissionais de esquadrias e acústica. Para isso, vai reunir alguns dos maiores especialistas do setor no País, apresentar inovações tecnológicas e debater estudos de casos com a plateia.

 

Palestrantes convidados para o evento: o engenheiro Fernando Westphal, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que vai abordar os benefícios da utilização de vidros de controle solar em fachadas; Remy Dufrayer, gerente de Desenvolvimento de Mercado da CEBRACE, que irá explicar como o vidro pode contribuir para as soluções acústicas; a engenheira Michele Gleice, diretora técnica do ITEC – Instituto Tecnológico da Construção Civil -, que vai abordar as normas técnicas brasileiras da ABNT e o desempenho das esquadrias.

 

O empresário Edison Claro de Moraes, presidente da Universidade do Som, da ProAcústica e vice-presidente da Afeal, criador do evento, vai apresentar uma janela acústica ventilada naturalmente e cases solucionados pela acústica;  e José Guilherme Aceto, diretor geral da Avec Design,vai destacar as novas tendências e tecnologias para envidraçamentos que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

As inscrições já estão abertas e custam R$ 80,00 para associados da AFEAL, ITEC e ProAcústica e R$ 120,00 para não associados. O dinheiro arrecadado com as inscrições será doado à Nova 4E – Entidade beneficente que atende pessoas com deficiência intelectual. Também está previsto a realização de um Concurso de Desenhos com o objetivo de despertar em crianças de 7 a 12 anos, da rede estadual de ensino, a conscientização sobre os graves problemas provocados pela poluição sonora nas grandes cidades.

 

Serviço

Evento:          9º VidroSom (Soluções Acústicas em Vidro)
Data:              23 de Setembro de 2016
Horário:         A partir das 9 horas
Local:             São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Endereço:     Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP
Site:                 www.vidrosom.com.br

 

Ópera Marketing

Jornalista Responsável: Ailton Fernandes (MTb. 12.642)

Mais informações: (11) 2268-3191

ailton@operamarketing.com.br

Fim do barulho no Sambódromo! É possível?

Quem pensa que o isolamento acústico no Sambódromo é para isolar a música alta para não incomodar os vizinhos se engana. A intenção desta vez foi resguardar os atletas dos ruídos externos, como de trânsito, que poderiam atrapalhar o tiro com arco, nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Foi instalada uma parede acústica para diminuir a entrada dos ruídos externos, em especial os de trânsito das ruas ao redor. Os organizadores acreditam que a redução foi de 25%. Apesar do esforço, alguns atletas alegaram que a diminuição não foi suficiente para a concentração durante as provas.

 

Norma de Desempenho traz benefícios a obras de retrofit

A Norma de Desempenho NBR 15575 está trazendo benefícios não somente às obras novas como também às construções antigas que passam por retrofit.

 

Apesar da norma só ser exigida em edificações construídas a partir de 19 de julho de 2013, ela traz um nível de exigência maior aos produtos, que devem atender aos requisitos de desempenho térmico, acústico e luminosidade para cumprir a norma e podem ser aproveitados pelos consumidores nas obras de retrofit. Por não haver obrigatoriedade, é necessário que esses produtos sejam exigidos pelos próprios arquitetos e usuários que irão viabilizar a reforma, para garantir o conforto e sustentabilidade do novo local.

 

Segundo um estudo feito pelo Labaut (Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo), alguns dos produtos analisados, não cumprem completamente com o que anunciam. É indicado ao consumidor, que fique atento as certificações e selo de qualidade dos produtos em questão. Profissionais da área frisam que a partir da norma ABNT NBR 15575, esses materiais e produtos tem a obrigatoriedade de trazer informações sobre o seu desempenho, para que profissionais tenham a possibilidade de especificá-los para uma reforma ou construção.

 

O custo dos produtos que atendem a Norma de Desempenho costumam ser mais elevado que os convencionais, isso pois possuem materiais de qualidade superior e passam por testes que garantem sua eficiência. Há ainda que se tomar cuidado com fabricantes que declaram possuir produtos que cumprem a norma sem ter ensaios que comprovem essas afirmações. Caso o preço seja muito baixo, desconfie. É importante certificar que o produto de fato atenda às exigências da norma e o mais importante, o conforto de quem os utilizará.

Fernando Haddad sanciona Lei 16499/2016 que estabelece Mapa de Ruído em São Paulo

Com o apoio da ProAcústica , ato compromete próximas gestões a estipularem cronogramas, metas e prazos em um plano de combate à Poluição Sonora.

Em um prazo de sete anos a Prefeitura de São Paulo terá que desenvolver e implantar o Mapa de Ruído Urbano da cidade. É o que estabelece a Lei 16.499, de 20 de julho (DOC de 21/7/2016), sancionada e publicada pelo prefeito Fernando Haddad, na última quinta-feira.

De autoria dos vereadores Andrea Matarazzo e Aurélio Nomura, e que contou com apoio da ProAcústica (Associação Brasileira para Qualidade Acústica), o projeto de lei sancionado compromete as próximas gestões da cidade a estipularem cronogramas, metas e prazos para realização de amplo estudo sobre o ambiente acústico da cidade.

Nos últimos três anos a ProAcústica, entidades da sociedade civil e os vereadores atuaram de forma intensa pela aprovação do projeto de lei do Mapa de Ruído. Para isso, formaram um Grupo de Trabalho que organizou diversas ações, inclusive ajudou a criar e organizar a Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, realizada todos os anos no Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído (INAD).

De acordo com o texto, o mapa será uma ferramenta de apoio às decisões para o planejamento e ordenamento urbano com vistas à gestão de ruído na cidade.

Entre os instrumentos previstos para serem utilizados pela Prefeitura e a sociedade no combate à poluição sonora estão: identificar a diversidade de fontes emissoras de ruído; fomentar o uso de novas tecnologias para mitigar as emissões de ruído; elaborar Plano de Ação para redução de ruídos; e orientar a adoção de ações e políticas públicas para a melhora da qualidade ambiental e urbanística da cidade.

A proposta é que o mapa sonoro identifique as áreas prioritárias para redução da poluição sonora e preserve as zonas com níveis de ruído apropriados. O Mapa do Ruído Urbanodeverá ser elaborado atendendo os seguintes prazos:

+ de até 4 (quatro) anos, a partir da publicação da lei, para a Macroárea de Urbanização Consolidada e para os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana;

+ em um prazo compatível com a implantação dos projetos e programas de desenvolvimento para a Macroárea de Estruturação Metropolitana e as Operações Urbanas Consorciadas – OUCs;

+ e para as demais áreas da cidade, no prazo de 7 (sete) anos a partir da vigência da lei.

A poluição sonora aparece com destaque no ranking das queixas encaminhadas à Ouvidoria Geral da cidade de São Paulo e a cidade ainda não possui mecanismos de legislação e fiscalização eficazes para enfrentar esse problema.

Conheça a Lei 16.499/2016 Mapa do Ruído na íntegra

Dispõe sobre a elaboração do Mapa do Ruído Urbano da Cidade de São Paulo e dá outras providências.

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 22 de junho de 2016, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1° – Fica o Poder Executivo Municipal obrigado a elaborar o Mapa do Ruído Urbano da Cidade de São Paulo, conforme diretrizes fixadas nesta Lei.

Art. 2º – O Mapa do Ruído Urbano é uma ferramenta de apoio às decisões para o planejamento e ordenamento urbano com vistas à gestão de ruído na cidade, com identificação de áreas prioritárias para redução de ruídos e preservação de zonas com níveis sonoros apropriados.
• 1º – O Mapa do Ruído Urbano deverá ser elaborado prioritariamente para a Macroárea de Urbanização Consolidada, os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana, a Macroárea de Estruturação Metropolitana e para as Operações Urbanas Consorciadas – OUCs.
• 2º – O Mapa do Ruído Urbano deverá ser elaborado atendendo os seguintes prazos:

I – para a Macroárea de Urbanização Consolidada e para os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana o prazo de até 4 (quatro) anos a partir da publicação desta lei;

II – para a Macroárea de Estruturação Metropolitana e as Operações Urbanas Consorciadas – OUCs, em prazo compatível com a implantação dos projetos e programas de desenvolvimento;

III – para as demais áreas da cidade, no prazo de 7 (sete) anos a partir da vigência desta lei.

Art. 3º – A elaboração do Mapa do Ruído Urbano deverá considerar a diversidade de fontes emissoras de ruído responsáveis pela poluição sonora da cidade, nos períodos diurno e noturno, visando à sua quantificação, considerando-se como essenciais as fontes oriundas de veículos automotores, dentre outras.

Art. 4º – O Mapa do Ruído Urbano servirá de instrumento para o Poder Público Municipal:

I – conscientizar a população sobre os efeitos do ruído na saúde humana;

II – identificar a diversidade de fontes emissoras de ruído;

III – fomentar o uso de novas tecnologias para mitigar as emissões de ruído acima dos níveis estabelecidos pela legislação e normas vigentes;

IV – difundir campanhas educativas sobre as fontes de emissões de ruído e suas responsabilidades;

V – elaborar o Plano de Ação para Redução de Ruídos;

VI – realizar consultas públicas junto à população;

VII – Vetado

VIII – orientar a adoção de ações e políticas públicas para a melhora da qualidade ambiental e urbanística da cidade.

Art. 5° – As despesas decorrentes da execução da presente Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 6° – O Poder Executivo regulamentará a presente Lei, no que couber, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua publicação.

Art. 7° – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Fonte: https://www.proacustica.org.br/