Paredões de som são apreendidos em Natal-RN

No último domingo (20), foi realizada uma operação da Guarda Municipal de Natal em conjunto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo e a Companhia Independente de Proteção Ambiental para apreender três paredões de som que seriam utilizados para uma festa. O evento estava previsto para acontecer dentro de uma zona de proteção ambiental, na região Sul da cidade.

A apreensão aconteceu após diversas denúncias que alegavam além do som alto, a venda e uso de bebidas alcóolicas principalmente por menores de idade, além do consumo de drogas e brigas.

Com a chegada dos guardas municipais, foi constatado que as denúncias eram verídicas, já que mesmo antes do evento começar já haviam diversos menores de idade, bebidas alcóolicas, os paredões de som e mesas para comportar a festa.

Todo o material foi apreendido e o evento foi proibido.

Música alta no carro pode afetar a saúde e também ocasionar multas

Ouvir música no carro é um hábito corriqueiro em nosso dia-dia. Independente do estilo musical, ter um rádio dentro de nossos veículos auxilia a relaxar um pouco perante o trânsito caótico e ajuda a passar o tempo que perdemos nele, isso é um fato. Porém, nem tudo são flores.

No caso de motoristas jovens, em sua maioria, é bastante comum que o som presente no veículo atinja uma altura que vai muito além do que nossos ouvidos possam suportar.

E isso pode causar problemas de audição futuros. Quem costuma ouvir música alta diariamente, seja dentro do carro ou por fones de ouvido pode sofrer a perda gradual da audição.

Sabendo dos impactos que o som alto pode causar na saúde, o Conselho Nacional do Trânsito (Contran) também aproveita para divulgar os perigos que a música no volume máximo pode trazer aos motoristas. Muitos deixam de prestar atenção no trânsito e nos sinais sonoros por causa do som.

Sendo assim, foi regulamentada no último mês a aplicação de multas por uso de som alto dentro do veículo sem a necessidade de medir o nível de ruído do mesmo.

A infração é grave, com multa de R$195,23 e mais cinco pontos na carteira de habilitação. Em alguns carros, pode ocorrer até a retenção do veículo.

Por essas razões, é bom estar atento. Evite o som alto e proteja não só sua saúde, mas também o seu bolso de receber multas desnecessárias.

Câmara Municipal de Porto Alegre aprova lei proibindo a fabricação e venda de fogos de artifício na cidade

Foi aprovado essa semana pela Câmara Municipal de Porto Alegre um projeto de lei que proíbe a fabricação e venda de fogos de artifício na cidade, suspendendo inclusive as licenças já concedidas para estabelecimentos locais que realizavam esse tipo de venda.

De acordo com a vereadora Lourdes Sprenger, autora do projeto, o objetivo da nova lei é manter a segurança da população, de animais e do meio ambiente, já que todos costumam ser afetados com o uso de fogos de artifício.

A vereadora cita o quão prejudicial essa forma de ruído pode ser para animais, principalmente os domésticos, já que os cães se incomodam de tal maneira que se debatem e acabam morrendo por asfixia nas coleiras, enquanto o susto pode afetar o coração dos gatos que, no desespero, fogem das casas.

O ruído da queima dos fogos de artifício pode ser equivalente ao som produzido por aviões a jato, o que é extremamente perigoso para a audição. Sem contar os diversos acidentes que podem causar. “ Os atendimentos hospitalares decorrentes de fogos dividem-se da seguinte forma: 70% provocados por queimaduras; 20% por lesões com lacerações e cortes e 10% por amputações dos membros superiores, lesões de córnea ou perda de visão, lesões do pavilhão auditivo ou perda da audição, e 15% das queimaduras resultam em óbito”, alerta Lourdes.

Outro destaque para fazer com que a lei tivesse aprovação foi a tragédia da Boate Kiss, ocorrida no mesmo estado, onde o uso indevido de rojões foi a principal causa para a morte de milhares de jovens.

Decibéis Perigosos

A emissão de sons é algo comum em nosso cotidiano. Afinal, praticamente todos os itens que estão ao nosso redor emitem algum tipo de ruído, sejam eles mais altos ou mais baixos. E boa parte deles oferece grandes riscos para a nossa saúde.

É o caso dos sons causados pelo trânsito, por exemplo. Em grandes cidades, onde os níveis de engarrafamento são maiores, ruídos de buzina, do motor dos veículos e o contato do pneu com o asfalto são os grandes vilões da paisagem sonora dos seus moradores.

No ambiente de trabalho, muitos afirmam que perdem boa parte de sua capacidade de concentração ao ouvir os barulhos vindos de outros funcionários, da rua e até mesmo de objetos de escritório.

Mas os ruídos não nos afetam apenas em relação ao stress e ao incômodo que eles nos causam. Eles também são grandes responsáveis por problemas de saúde, depressão, estresse, e até mesmo obesidade.

Estudos mostram que a poluição sonora está relacionada com o aumento de peso corporal, principalmente em mulheres. Isso porque quanto mais expostos a ruídos, maior nossa liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, que aumenta os níveis de açúcar no sangue e é associado à obesidade e ao acúmulo de gordura corporal em diversos estudos.

Um sono interrompido constantemente por conta de ruídos vindos da rua, da televisão ou até mesmo de outras pessoas também é responsável por um maior nível de irritação e problemas psicológicos, já que precisamos de uma boa noite de sono – preferencialmente em silêncio – para recuperar as energias gastas no decorrer do dia.

Tudo isso ocorre pela junção de fatores causados pelo barulho: onde tem barulho, a pessoa dificilmente consegue ter um momento de tranquilidade, fazendo com que o organismo reaja de forma adversa, trazendo esses problemas de saúde.

E isso não ocorre apenas com os adultos: até mesmo os bebês, ainda dentro da barriga da mãe, sofrem com os ruídos. Pesquisas constataram que a exposição à poluição sonora no período da gravidez pode causar sérias disfunções auditivas em bebês, além de tendência a obesidade quando adultos.

Como pudemos notar, pode ser difícil escapar desses decibéis perigosos. Edison Claro de Moraes, diretor da Universidade do Som, escola especializada em acústica de esquadrias, afirma que o uso de janelas e portas antirruído ajudam a diminuir o problema, porém o futuro das esquadrias antirruído está em produtos que unam o isolamento acústico à ventilação. “Ambientes com ventilação são mais saudáveis do que ambientes enclausurados, por isso estão sendo feitos diversos estudos para criação de produtos que aliem as duas vantagens”, comenta Moraes. Além disso, arquitetos e construtores devem levar em conta o conforto térmico e acústico na concepção de seus projetos, para assim evitar gastos futuros para correção do problema após finalizada  a obra.

Podemos fazer nossa parte no combate à poluição sonora, fazendo o possível para manter os ambientes mais silenciosos, evitando música alta e buzinar ao dirigir, por exemplo. Assim garantimos o bem estar dos que estão ao nosso redor, além de cuidar de nossa saúde.

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