Veículos conversíveis podem causar riscos à audição

Pode soar estranho, porém uma pesquisa realizada por um hospital do Reino Unido constatou que carros conversíveis, quando pilotados com a capota abaixada, pode causar sérios riscos à audição do motorista e passageiros.

A explicação para isso é a exposição intensa ao barulho do vento, do motor e dos ruídos externos de maneira geral, como buzinas, ônibus, motos, entre outros.

Ao acelerar o veículo em uma velocidade entre 80 e 112km, o nível de ruído atingiu mais de 90 decibels, 5 a mais do que os 85 decibels que são considerados o limite para evitar riscos de perda de audição.

O teste foi realizado com diferentes modelos de conversíveis, onde todos registraram o mesmo nível acima do permitido, chegando a até 99 decibels.

Os especialistas afirmam que o ideal é andar com os vidros fechados, mesmo que a capota esteja abaixada, pois assim é possível bloquear parte dos ruídos. Mas, se a vontade for andar com capota aberta e vidros abaixados, protetores auriculares são recomendados como medida de proteção. E para longos trajetos, o melhor é levantar a capota e abaixá-la só em percursos curtos.

Como lidar com barulhos frequentes em condomínios?

Quem mora ou já morou em condomínio, sabe: uma das maiores causas de discussões entre vizinhos é o barulho. Seja por causa de crianças, televisão, música alta, risadas, gritos, objetos caindo, móveis sendo arrastados, entre outros, essa é uma realidade comum de quem mora em prédio.

Porém, a maioria acredita que as reclamações só podem ser feitas após as 22h, já que durante o horário comercial boa parte dos ruídos são permitidos. Mas, existem exceções. Das 7 às 22h, por exemplo, o volume máximo permitido é de 60 decibels, enquanto das 22 às 7h o nível permitido é de 50 decibels.

Isso significa que, caso o barulho seja excessivo e esteja incomodando, as reclamações são permitidas e devem ser respeitadas por quem estiver emitindo os ruídos.

É claro que precisa haver um bom senso de ambas as partes. Se um apartamento estiver em reforma, por exemplo, é comum o barulho intenso de marteladas e furadeiras. Sabemos o quão incômodo são os sons emitidos nessas situações, porém é algo temporário e, se feito em horário comercial, deve ser respeitado. Mas, se o barulho ultrapassar o horário permitido, a reclamação pode ser feita.

Ao conviver com vizinhos barulhentos, o recomendado é tentar negociar a diminuição dos ruídos mediante uma conversa amigável ou por intermédio da portaria. Alguns prédios costumam ter um livro de ocorrências, para as reclamações serem vistas pelo síndico e a partir daí o mesmo aplicar uma multa ou conversar com o vizinho.

Em últimos casos, se a reclamação for seja aceita e/ou o vizinho mostrar comportamento agressivo, a polícia deve ser contatada para tomar as medidas cabíveis.

Viver próximo a vias movimentadas aumenta o risco de demência, diz pesquisa

 

De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública de Ontário, no Canadá, pessoas que vivem próximas a vias movimentadas, como rodovias e avenidas, tem maiores chances de desenvolver demência no final da vida.

Foram analisados cidadãos de diferentes faixas etárias por uma década, onde foi constatado: quanto mais perto dos locais, maior a sucessão a este tipo de problema. Por exemplo, quem vive a 50 metros das vias terá maior predisposição a doença do que alguém que está a pelo menos 300 metros.

A maior razão por trás disso está na exposição frequente a poluição e barulhos intensos, que são inevitáveis em locais do tipo, principalmente se tratando das grandes capitais.

No decorrer dos estudos, também foi apontado que a emissão de diesel pode estar associada ao desenvolvimento de inflamações neurológicas.

Sendo assim, é muito importante evitar ao máximo a exposição a esse tipo de local. Se você mora em uma área próxima a vias movimentadas, procure proteger a sua residência contra ruídos e poluição.

A importância do silêncio para nossa saúde

Em uma rotina corrida como a que vivemos, principalmente se tratando de grandes cidades, os ruídos são inevitáveis. Estamos habituados a viver com sons constantes de buzinas, veículos acelerando, pessoas conversando, despertadores, música, entre outros.

Porém, o que nos parece tão comum pode acabar com a nossa saúde aos poucos. Isso porque os ruídos mais altos são interpretados pelo nosso cérebro como situações de perigo. Além disso, ao estar diante desse tipo de situação, nosso sistema nervoso central faz com que três hormônios relativamente perigosos sejam liberados, como a adrenalina, noradrenalina e cortisol. Eles causam elevação da pressão arterial, lábios secos e aceleração dos batimentos cardíacos.

E qual a solução para evitar essa convivência tão direta com o barulho? É simples: Basta reservar um tempo para o seu cérebro relaxar. Ao chegar em casa, fique de 5 a 15 minutos em silêncio, prestando atenção no que acontece ao seu redor. Esqueça por um tempo o celular, televisão e computadores. Deixe que apenas o cantar dos pássaros ou os ruídos das casas vizinhas interfiram nesse momento.

Essa espécie de ritual faz toda a diferença para que nosso cérebro e também nosso corpo como um todo possa relaxar e fazer com que possamos lidar com situações futuras de forma mais calma e tranquila.

Lembre-se de a partir de agora, reservar uns minutos de silêncio para si mesmo e note a diferença que isso irá fazer!

São Paulo e o barulho

 

A cidade mais populosa do Brasil é também, por motivos óbvios, a mais barulhenta. Em uma matéria interessante para o site do jornal Estado de São Paulo, o colunista Mauro Calliari avaliou todos os ruídos comuns da cidade por meio de um decibelímetro.

Levando em conta que ruídos a partir de 65 decibels já são suficientes para causar incômodos aos nossos ouvidos, o mais chocante é saber que em nossa cidade, praticamente todos os barulhos dos quais estamos acostumados, como motocicletas com escapamentos abertos, ônibus acelerando e buzinas, por exemplo, já estão em níveis muito mais elevados do que nossos ouvidos é capaz de aguentar.

É importante frisar o quanto essa exposição aos ruídos é capaz de causar em nossa audição a longo prazo. Os barulhos dos quais estamos acostumados nas ruas, restaurantes e bares estão sempre em níveis acima do recomendado.

Como estar em contato com esses ruídos é algo inevitável, o recomendado é usar protetores auriculares e, quando estiver dentro de um veículo, por exemplo, manter os vidros fechados. Poupar nossa audição na cidade como São Paulo pode parecer uma tarefa difícil, mas é uma questão de iniciativa. Nossa saúde agradece!

Fonte: https://goo.gl/fOm6nA