8 Hábitos Prejudiciais Para Sua Audição

A audição é um dos sentidos mais importantes para a nossa comunicação e qualidade de vida, mas frequentemente não percebemos o quanto hábitos cotidianos podem colocá-la em risco. Desde a exposição prolongada a ruídos urbanos até pequenas atitudes, como o uso inadequado de fones de ouvido, sem perceber, acabamos por reproduzir hábitos prejudiciais para a audição.
A perda auditiva não acontece apenas por envelhecimento ou condições genéticas. O ambiente, os cuidados diários e algumas decisões podem impactar diretamente nossa capacidade de ouvir com clareza. Compreender esses fatores e adotar medidas preventivas é essencial para preservar a audição e evitar danos que podem ser irreversíveis.
#8 Exposição contínua a ruídos altos
A exposição constante a ruídos intensos é uma das principais ameaças para a saúde auditiva, afetando tanto a curto quanto a longo prazo. Ruídos acima de 85 decibéis (dB) podem causar danos irreversíveis ao ouvido interno, e ambientes barulhentos estão presentes em vários cenários do dia a dia, como trânsito, obras, escritórios movimentados e espaços de lazer. Muitas vezes, as pessoas só percebem o impacto do excesso de ruído quando os sintomas já estão avançados, como zumbido, dificuldade para ouvir sons mais suaves e sensibilidade auditiva aumentada.

Segundo estudos, a exposição frequente a sons altos pode causar a morte progressiva das células ciliadas da cóclea, que são responsáveis por transformar vibrações sonoras em sinais nervosos. Uma vez danificadas, essas células não se regeneram, resultando em perda auditiva permanente. O risco aumenta conforme a duração da exposição e a intensidade do som.
Até mesmo ruídos moderados, quando persistentes, podem levar à fadiga auditiva, comprometendo a capacidade de distinguir sons e aumentando o estresse auditivo. Com isso, reduzir o impacto dos ruídos cotidianos é fundamental para preservar a audição.
Alternativas como usar protetores auriculares em ambientes extremamente ruidosos ou estabelecer momentos de pausa para ir a ambientes silenciosos podem ajudar.
O isolamento acústico, através do uso de portas e janelas antirruído, reduz significativamente a entrada de sons externos, criando um ambiente mais silencioso e saudável. Portas e janelas antirruído trazem várias outras vantagens para o dia a dia. Elas proporcionam um ambiente mais confortável para o descanso, aumentam a privacidade acústica, ajudam no isolamento térmico
Esse tipo de solução minimiza a necessidade de adaptação constante do ouvido a variações sonoras intensas, prevenindo problemas auditivos a longo prazo.
#7 Uso inadequado de fones de ouvido
O uso de fones de ouvido se tornou indispensável para muitas pessoas, seja no trabalho, nos estudos ou nos momentos de lazer. No entanto, o uso inadequado pode causar danos irreversíveis à audição, especialmente quando há exposição prolongada a volumes elevados. Muitas pessoas não percebem o impacto imediato, mas ao longo do tempo, a audição pode ser afetada de maneira significativa.

Fones de ouvido podem atingir volumes superiores a 100 dB, um nível perigoso para a audição se mantido por longos períodos. Quando o som é muito alto, as células ciliadas do ouvido interno, responsáveis por captar as vibrações sonoras, podem sofrer danos progressivos e irreversíveis.
Além disso, o uso prolongado sem pausas adequadas pode levar à fadiga auditiva, um fenômeno no qual os ouvidos perdem temporariamente a sensibilidade a certos sons. Com o tempo, essa condição pode evoluir para uma perda auditiva permanente, afetando a capacidade de compreensão de fala e a percepção de sons em frequências mais altas.
Para minimizar os impactos negativos, é essencial manter o volume abaixo de 60% da capacidade máxima do dispositivo. Além disso, é recomendável limitar o uso contínuo a, no máximo, 60 minutos seguidos, garantindo pausas para o descanso auditivo.
Optar por fones com cancelamento de ruído também pode ajudar, pois eles reduzem a necessidade de aumentar o volume para bloquear sons externos. Da mesma forma, dar preferência a modelos que não fiquem diretamente no canal auditivo pode ser uma alternativa mais segura para preservar a audição ao longo do tempo.
De acordo com a OMS, até 2050 mais de 2 bilhões e meio de pessoas irão sofrer de algum grau de perda auditiva.
#6 Má higiene auricular
Manter os ouvidos limpos é essencial para a saúde auditiva, mas muitos hábitos comuns podem ser prejudiciais. A utilização inadequada de hastes flexíveis pode causar danos ao canal auditivo e até mesmo obstruir a audição. Quando a higiene auricular é feita de forma errada, o risco de infecções e bloqueios aumenta significativamente.

O cerume tem uma função importante: ele protege o canal auditivo contra poeira, bactérias e outros agentes externos. No entanto, o excesso de cera pode causar bloqueios, levando à sensação de ouvido tampado, perda auditiva temporária e zumbidos.
O uso de hastes flexíveis empurra o cerume para dentro do canal auditivo, compactando-o e dificultando sua remoção natural. Esse acúmulo pode resultar em infecções e, em casos mais graves, em perfuração do tímpano.
Para manter uma higiene auricular adequada, é recomendável limpar apenas a parte externa do ouvido com uma toalha macia, evitando qualquer inserção de objetos no canal auditivo.
Em casos de excesso de cera, o ideal é procurar um profissional de saúde para uma remoção segura. Existem também soluções otológicas que ajudam a dissolver o cerume sem causar danos ao ouvido.
A prevenção é o melhor caminho para evitar complicações auditivas relacionadas à higiene auricular. Pequenos cuidados diários podem fazer toda a diferença para manter a audição protegida e livre de problemas.
#5 Uso de medicamentos ototóxicos
Determinados medicamentos podem comprometer a audição, causando danos temporários ou permanentes ao sistema auditivo. Os chamados medicamentos ototóxicos têm a capacidade de afetar as células sensoriais do ouvido interno, levando à perda auditiva, zumbido ou vertigem. O risco aumenta conforme a dose e a duração do tratamento.

Entre os principais medicamentos ototóxicos estão certos tipos de antibóticos, anti-inflamatórios não esteroides, diuréticos e quimioterápicos. Essas substâncias podem causar danos auditivos de forma progressiva ou imediata, dependendo do organismo do paciente e do tipo de tratamento.
Pacientes que fazem uso frequente desses medicamentos podem perceber sintomas como zumbido persistente, dificuldade em ouvir sons mais suaves ou sensação de ouvido entupido. Em alguns casos, a perda auditiva pode ser irreversível.
O acompanhamento médico é essencial para reduzir os impactos auditivos dos medicamentos ototóxicos. Consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento é fundamental para avaliar os riscos e considerar alternativas menos prejudiciais.
Caso o uso do medicamento seja indispensável, exames auditivos regulares podem ajudar a identificar precocemente possíveis alterações na audição. Evitar a automedicação também é crucial para prevenir complicações auditivas e garantir um tratamento seguro.
O ouvido é um órgão sensível a variações de pressão, e mudanças abruptas podem causar desconforto e até mesmo danos auditivos. Situações como viagens de avião, mergulhos profundos e deslocamentos rápidos entre altitudes podem impactar a audição, causando dor, estalos e sensação de ouvido entupido.

O equilíbrio da pressão dentro do ouvido é regulado pela tuba auditiva, um canal que conecta o ouvido médio à garganta. Quando ocorrem mudanças rápidas de pressão, a tuba auditiva pode não conseguir equalizar rapidamente, resultando em desconforto e uma sensação de obstrução.
“Barotrauma é uma lesão causada por alterações rápidas na pressão do ar, como durante voos de avião e mergulhos. Barotrauma pode causar dor de ouvido ou danificar o tímpano.” Segundo Manual MSD
Em casos mais extremos, a diferença de pressão pode levar ao barotrauma auditivo, uma condição que pode causar dor intensa, lesão na membrana timpânica e, em situações graves, danos permanentes na audição.
Para minimizar os efeitos das mudanças bruscas de pressão, algumas técnicas podem ser aplicadas. Mastigar chiclete, bocejar ou engolir saliva ajudam a estimular a tuba auditiva e facilitar a equalização da pressão interna.
No caso de viagens de avião, o uso de protetores auriculares específicos para controle de pressão pode ajudar a reduzir o desconforto. Para mergulhadores, a técnica de Valsalva — que consiste em expirar suavemente com o nariz tampado — pode ser uma solução eficaz para evitar danos auditivos relacionados à pressão.
#3 Traumas acústicos e impactos físicos
Lesões auditivas podem ocorrer não apenas devido à exposição prolongada a ruídos altos, mas também por traumas acústicos imediatos ou impactos físicos diretos. Explosões, fogos de artifício, disparos de armas de fogo e impactos na cabeça podem gerar danos auditivos sérios e, em alguns casos, irreversíveis.

O barotrauma causado por uma onda sonora extremamente forte pode romper a membrana timpânica e danificar as estruturas internas do ouvido. Sons com volume acima de 140 dB podem causar perda auditiva imediata, sem possibilidade de recuperação. Além disso, impactos físicos na cabeça podem afetar o labirinto do ouvido interno, comprometendo tanto a audição quanto o equilíbrio.
Os sintomas mais comuns após um trauma acústico incluem zumbido persistente, dor intensa no ouvido, tontura e sensação de ouvido tampado. Em casos graves, a perda auditiva pode ser permanente.
Para evitar danos causados por traumas acústicos, é essencial utilizar protetores auriculares em situações de exposição a sons extremos, como eventos pirotécnicos e ambientes industriais.
No caso de atividades que envolvem risco de impactos físicos, como esportes de contato e trabalhos em construções, o uso de capacetes e proteção auricular pode reduzir significativamente as chances de lesão auditiva.
#2 Ambientes muito secos ou úmidos
A umidade do ar tem um papel fundamental na saúde auditiva. Tanto ambientes excessivamente secos quanto muito úmidos podem afetar a proteção natural do ouvido e favorecer problemas auditivos. O equilíbrio da umidade é essencial para evitar complicações.

Ambientes muito secos podem ressecar o cerume, tornando-o mais rígido e dificultando sua eliminação natural. Isso pode levar à formação de rolhas de cera, resultando em sensação de ouvido entupido, zumbido e até perda auditiva temporária.
Por outro lado, ambientes muito úmidos podem criar condições ideais para o desenvolvimento de infecções fúngicas no canal auditivo. A exposição prolongada à umidade também pode contribuir para o aumento de otites externas, causando dor e inflamação.
“O clima pode afetar a saúde auditiva das pessoas de várias formas, como: clima seco e úmido, que pode causar infecções com fungos, bem como bactérias; mudanças bruscas na pressão da atmosfera podem gerar um desconforto no ouvido; temperaturas extremas, como o alto calor ou frio, podem ressecar a cera no ouvido.” Segundo Artmann
Para evitar problemas auditivos relacionados à umidade, o ideal é manter um equilíbrio na umidade do ambiente. Em locais muito secos, o uso de umidificadores pode ajudar a evitar o ressecamento do cerume.
Já em ambientes muito úmidos, manter os ouvidos secos após o banho ou nado, evitando a permanência prolongada da umidade no canal auditivo, é essencial. Caso haja tendência a infecções, o uso de protetores auriculares à prova d’água pode ser uma solução eficaz.
#1 Doenças sistêmicas não controladas
A audição pode ser impactada por diversas condições de saúde, especialmente doenças sistêmicas que afetam a circulação sanguínea. Diabetes, hipertensão e outras doenças vasculares podem comprometer o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes ao ouvido interno, levando à perda auditiva progressiva.

O ouvido interno é altamente dependente de uma boa circulação sanguínea para manter suas funções auditivas. Quando há restrições no fluxo sanguíneo, as células ciliadas podem sofrer danos irreversíveis.
Pacientes com diabetes têm um risco maior de desenvolver perda auditiva devido ao impacto da glicose elevada nos vasos sanguíneos do ouvido interno. Da mesma forma, a hipertensão pode aumentar a pressão sobre os vasos auditivos, reduzindo sua capacidade de transportar oxigênio e nutrientes essenciais.
Manter o controle dessas doenças é essencial para preservar a audição a longo prazo. Monitorar os níveis de glicose, manter a pressão arterial dentro dos valores recomendados e adotar hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos de perda auditiva.
Atividades físicas regulares, alimentação equilibrada e acompanhamento médico frequente são medidas eficazes para proteger a saúde auditiva. Além disso, exames auditivos periódicos são recomendados para identificação precoce de qualquer alteração na audição.

A audição é frequentemente negligenciada, mas sua preservação depende de cuidados diários e prevenção contra os diversos fatores que podem comprometer sua integridade. Desde pequenos hábitos, como ajustar o volume dos fones de ouvido, até soluções mais robustas, como o isolamento acústico, cada medida contribui para a proteção auditiva a longo prazo.
O uso de medicamentos ototóxicos, a exposição constante a ruídos e a falta de atenção à higiene auricular são apenas algumas das ameaças que podem impactar a capacidade de ouvir com clareza. Por isso, a prevenção deve ser uma prioridade em qualquer idade, evitando danos irreversíveis e garantindo uma audição saudável ao longo da vida.
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