Aromas: qual o cheiro ideal para os ambientes de sua casa

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Cada residência possui uma marca, um estilo, uma personalidade e cada espaço também deve ter um aroma diferenciado. Em ambientes residenciais, o uso de aromatizantes contribui para o bem-estar e relaxamento da família.

Porém, escolher o aroma ideal para cada ambiente pode ser uma tarefa um pouco difícil. Os aromatizantes de ambientes evoluíram e agora são utilizados para contribuir na decoração também.

O tradicional incenso perdeu espaço para diversos produtos como sachês, velas perfumadas, aromatizantes elétricos, sprays e difusores, mas além de decidir o tipo de aromatizador, também é preciso saber escolher o aroma ideal para cada espaço.

-Tipos:
No quarto os aromatizantes elétricos cumprem melhor a função de perfumar, já que podem ser desligados em qualquer momento.
Para a sala, incensos e velas são as melhores opções e você acende somente quando estiver no local. Ou se preferir manter a sala sempre perfumada, a pedida são difusores com varetas, que espalham o aroma enquanto houver líquido no vidro.
Esses difusores são a melhor opção em banheiros e varandas.
Para outros ambientes e sempre que quiser, use um spray.
Mas atenção: não misture mais de dois aromas!

-No aspecto terapêutico:
Lavanda e sândalo, por exemplo, são tranquilizantes;
Cheiros amadeirados são revitalizantes e ajudam na renovação de energia;
Para amenizar a bronquite, rinite ou sinusite, pode-se usar eucalipto globulus ou hortelã pimenta.

– Ambientes:
Cada cômodo pede um aroma específico.
A sugestão é utilizar no banheiro os aromas que combatam o odor do ambiente. Por isso, as melhores opções são hortelã, pinho ou eucalipto.
Na sala, deve-se usar essências leves e alegres!
A dica são para os cítricos – que harmonizam, criam um ambiente confortante e jovial. Deve-se evitar aromas mais intensos como flores – rosa, jasmim, ylang ylang.

Já na cozinha, o aromatizante pode ser utilizado para ajudar a eliminar as moléculas de gordura que ficam no ar (abuse das águas perfumadas), utilize aromas cítricos (laranja, tangerina, limão) e outra opção é usar especiarias, que estimulam o apetite – alecrim, hortelã-pimenta, cravo, canela, manjerona.

Utilize nos dormitórios aromas destinados para relaxar como cardamomo, lírio do campo e jasmim. Outra recomendação é o uso de óleo essencial de lavanda, camomila, melissa, manjerona e mandarina.
Para criar um clima de romance, use os afrodisíacos, como ylang ylang, vetiver e alecrim, ou uma mistura do afrodisíaco patchuli.
Para ajudar a dormir, a dica é pingar umas 2 gotas de lavanda ou bergamota no travesseiro.
Em quarto de crianças agitadas, utilize laranja doce e capim limão para relaxar os pequenos.

Na área de estudos, aposte em limão, capim limão e hortelã-pimenta.

Em escritórios, também são recomendados aromas cítricos para aumentar a concentração e disposição.

O olfato é o mais marcante dos sentidos, mas é necessário algumas precauções, hipertensos e epiléticos devem evitar o uso do alecrim.

– Dicas de especialistas:
Mude a posição dos palitos nos difusores a cada 5 horas;
Após usar sprays evite o ambiente durante uma hora;
Pessoas alérgicas devem evitar produtos sintéticos, a dica é optar por óleos diluídos.

Na dúvida, consulte um arquiteto ou decorador que pode ajudar (e muito) na escolha!

Prefeitura inicia jardins verticais na região do Minhocão

 

A Prefeitura de São Paulo já iniciou o preparativos para que a instalação de jardins verticais nos edifícios vizinhos ao Elevado Costa e Silva (Minhocão), região central de São Paulo. Jardins verticais são estruturas capazes de sustentar e manter vegetações sobre e paralelamente a superfícies verticais. Eles podem ser aplicados em qualquer superfície vertical, como muros, paredes e empenas cegas (paredes sem janelas).

Não há riscos de infiltração para os locais onde os jardins serão instalados e exigem pouca manutenção, já que o sistema de irrigação será automatizado e pode ser retirado posteriormente, sem que a superfície original seja danificada.

Além de melhorar a paisagem urbana, os jardins são capazes de contribuir na filtragem da poluição do ar, auxiliam no controle da umidade, no conforto térmico, tanto do edifício onde está instalado, quanto do seu entorno. As plantas auxiliam também realizam uma significativa barreira acústica.

Os recursos para a implantação dos jardins verticais e coberturas verdes virão da Secretaria do Verde e a escolha dos edifícios serão realizadas pela Câmara Técnica de Compensação Ambiental (CTCA).

Poderão se candidatar condomínios que possuam paredões sem janelas e que estejam localizadas a uma quadra do viário, os pedidos devem ser encaminhados para a sede da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), localizada na Rua do Paraíso, 387/389 – térreo, das 9h às 16h.

7ª edição do VidroSom será na Bahia, inscrições abertas

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O VidroSom 2015 – Seminário de Soluções Acústicas em Vidro, vai apresentar sua sétima edição na Bahia, no dia 22 de Outubro de 2015, das 16h às 21h e será destinado para a trocar de informações e capacitação técnica de arquitetos, consultores atuantes e profissionais de esquadrias e acústica.

Durante as cinco palestras com profissionais conceituados no segmento, o participante irá receber informações sobre novas tecnologias, novos materiais, casos práticos de aplicação do vidro acústico e os melhores sistemas de proteção acústica, e suas melhores práticas.

O evento vai acontecer no Fiesta Bahia Hotel – em paralelo ao SAIE VETRO 2015  – Uma extensão regional da grande feira internacional FESQUA (Feira Internacional de Esquadrias, Acessórios e Componentes).

A região nordeste foi escolhida para receber os eventos devido ao alto potencial de desenvolvimento econômico e o efetivo crescimento no setor da construção civil.

Confira a programação do VidroSom 2015:

Credenciamento
16h00 às 16h40
Solenidade de abertura
16h45 às 16h55

1ª Palestra – Palestrante:
CARLOS HENRIQUE MATTAR (NOVAS TECNOLOGIAS DO VIDRO)
17h00 às 17h30

2ª Palestra – Palestrante:
EDISON CLARO DE MORAES (CASES ACÚSTICOS)
17h30 às 18h00

3ª Palestra – Palestrante:
DÉBORA BARRETO (CONFORTO ACÚSTICO)
18h30 às 19h00
Premiação do Concurso e Coffee break
19h30 às 19h30

4ª Palestra – Palestrante:
JOSÉ GUILHERME ACETO (JANELAS EFICIENTES)
19h30 às 20h00

5ª Palestra – Palestrante:
MICHELE GLEICE (ENSAIO ACÚSTICO)
20h00 às 20h30
Mesa redonda // Encerramento
20h30 às 21h00

– EVENTOS PARALELOS

Dia 23 de Outubro de 2015
16h00 às 16h50
Palestra: Esquadrias de PVC – A Evolução da Serralheria
Palestrante: Engª Priscila Andrade
Gerente de Vendas da Kömmerling
Membro da Comissão de Estudos 191 Esquadrias – ABNT

17h00 às 17h50
Palestra: Soluções 360º para a indústria de esquadrias
Palestrante: Marcos Lemes
Diretor de Negócios da Esquadgroup
Especialista em Marketing

18h00 às 18h50
Palestra: Melhores práticas de gestão para a sua empresa
Palestrante: Prof. Alexandre Araujo
Diretor do Canal do Serralheiro
Professor Universitário e Consultor do Sebrae

Local:
Fiesta Bahia Hotel
Av. Antônio Carlos Magalhães, 741,
Itaigara – Salvador – Bahia – Brasil
Tel.: 55 71 3352-0000

Clique aqui e inscreva-se para o VidroSom 2015

Vidros tecnológicos para a construção civil

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ATENUA SOM – especializada no desenvolvimento de janelas acústicas, a marca aposta no crescimento de mercado para os vidros tecnológicos por considerá-los mais do que um simples complemento de seus produtos.

“Trabalhamos com o vidro polarizado, composto de um filme de cristal líquido que quando submetido à tensão elétrica, ou seja, quando ligado, fica incolor, e quando desligado o vidro fica nebuloso, opaco, assegurando a privacidade do ambiente”, diz Nicole Fischer, executiva, explicando que os vidros polarizados podem ser temperados laminados ou insulados (duplos) e estão disponíveis nas opções incolor, extraclean, bronze, verde e cinza.

A executiva da Atenua Som destaca também o projeto da Smart Window, uma janela desenvolvida para utilizar vidros fotovoltaicos que captam a energia solar transformando-a em energia aproveitável em diversas funções, entre elas a de carregar celulares e demais aparelhos eletrônicos através de uma saída USB acoplada no perfil da esquadria, na qual toda a energia acumulada durante o dia fica armazenada.

“Na realidade,a Smart Window já existe, porém, como alternativa, utiliza uma placa solar colocada no parapeito da janela para captar a energia do sol, enquanto não importamos a tecnologia para o vidro”, relata Nicole Fischer, que chama a atenção, ainda, para os vidros insulados, duplos ou triplos produzidos na fábrica da empresa para serem aplicados nas portas e janelas antirruído da marca.


Publicado na Revista Contramarco maio/junho de 2015

Smart Window
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Projeto Design – Versatilidade para o conforto acústico

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Sons gerados pelo tráfego de veículos, geradores, ar-condicionado e outros equipamentos de uso cotidiano, além do ruído das multidões, contribuem para o aumento da poluição sonora em grandes cidades. a preocupação com os danos decorrentes é evidenciada pela quantidade de soluções acústicas que o mercado da arquitetura anuncia com frequência, relacionadas a forros, painéis, vidros, lãs especiais, mantas e aos mais diversos materiais, capazes de garantir um bom desempenho das construções.

Em evidência, o assunto foi escolhido como tema da 2ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, prevista para ser realizada no final de abril, em São Paulo, por iniciativa da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica). Contava-se com a participação de arquitetos especialistas em acústica, pesquisadores da área, engenheiros, físicos, advogados e jornalistas. Além de abrir um diálogo sobre as soluções para a mitigação da poluição sonora, o evento discutiria questões relacionadas aos desafios de uma cidade 24 horas, com alto índice de entretenimento noturno, o excesso ou a falta de normas voltadas para o setor, além do monitoramento do ruído urbano. E aventava a possibilidade de se implementar um projeto piloto em São Paulo, além das diretrizes para um novo projeto de lei sobre ruído urbano, em que se mapeie a paisagem sonora da cidade.

“Esclarecer quais são os pontos críticos principais e que conexões já existem em relação ao planejamento urbano, e seus benefícios para a cidade, é o objetivo desse mapeamento”, afirma o arquiteto e urbanista Marcos Holtz, mestre em acústica e coordenador da Comissão Acústica Ambiental da ProAcústica, que assinalou os pontos estruturantes do encontro. À frente de diversos projetos acústicos de auditórios, museus, hotéis e shopping centers, o escritório Harmonia Acústica, que tem Holtz como sócio‑diretor, é responsável pela consultoria e projeto acústico do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ). Em construção na avenida Atlântica, em meio à zona residencial da orla da praia de Copacabana, a proposta arquitetônica concebida pelo escritório Diller Scofidio + Renfro  tem como principal desafio acústico controlar o vazamento do som para o exterior. “Foi necessário prever um duplo isolamento: da avenida para o museu e do museu para os vizinhos”, explica Holt,que, para atender a essa demanda, definiu o emprego de elementos absortivos no forro e o envelopamento do edifício com concreto e vidro laminado.

A ideia do empreendimento é proporcionar ao visitante uma experiência sensorial, como é o caso do espaço da Boate, que contará a história da noite carioca e a genealogia da música black, com influência do funk; e da Sala Carnaval, que mostrará a história da tradicional festa carioca, com a projeção 360 graus do som da bateria de uma escola de samba. Nesses dois ambientes era necessário garantir o conforto e o isolamento acústico. Para isso, foram usados vidros duplos – para a Boate se conectar visualmente com o átrio assimétrico que vai do térreo ao último pavimento -, contrapisos flutuantes e painéis com lã mineral de tecido e forros acústicos.

Outro espaço de destaque do museu é o cineteatro, ambiente versátil com capacidade para 280 pessoas. Por permitir diferentes usos, como projeção de filmes, auditório e sala de espetáculos, o revestimento acústico tinha que garantir a reflexão e também a absorção do som. O projeto arquitetônico previa painéis de madeira em formato de onda nas três paredes principais, modelados em 3D, para representar tanto as ondas do mar como as do som. “A intenção era visualizar as ondas sonoras se propagando pela parede, o que foi uma ideia polêmica e difícil de executar. Mas que, por fim, atendeu às demandas estética, conceitual e acústica”, lembra Holtz. A sala conta ainda com a parede posterior feita em vidro, em contato com o foyer do museu, além de cortinas de veludo que absorvem o som e escurecem o ambiente em sua configuração de cinema.

A maior parte da solução acústica foi personalizada para o MIS/RJ. “A acústica não pode impor uma solução, ela resulta sempre da arquitetura e, portanto, foram estudadas em conjunto neste projeto, que se desenvolveu através de um processo interessante e interativo”, revela Holtz.

Casas que recebem grandes espetáculos também contam com elementos acústicos para garantir o isolamento do som, como o Teatro Porto Seguro, localizado em São Paulo. Com inauguração prevista para o início de maio, a área de cerca de 4,2 mil metros quadrados dará espaço a uma sala com 504 lugares, segundo o projeto do escritório AIC Arquitetura & Urbanismo. Possibilitar a uniformidade sonora em todos os lugares da plateia, tanto em eventos ao vivo ou amplificados, para atender também a encontros corporativos multimídia, foram os pilares do projeto acústico.

Entre os desafios de um espaço como este, está o controle dos ruídos de ar-condicionado, transformadores e outras instalações. A reverberação excessiva, bem como ecos e ressonâncias no palco, também foram objetos de maiores cuidados. O consultor acústico do projeto, Alexandre Sresnewski, conta que a opção foi pelo emprego de materiais com acabamentos e tipologias com características peculiares de isolamento para cada parte, como teto, paredes, pisos e palco. “Foram usados materiais acusticamente versáteis, da Nexacustic, produzidos pela OWA, com absorção em algumas superfícies e difração em outras. Nas paredes, utilizou-se uma mistura de painéis absorventes e refletentes. E no teto, refletores curvos em gesso, para levar os sons do palco até a plateia. Além disso, colocamos outros painéis de tecido sobre mantas minerais”, ele detalha.

Porém, não são apenas ambientes com alto fluxo de pessoas que requerem cuidado especial com a paisagem sonora. Comportando até 170 pessoas, o restaurante de comida japonesa Djapa, de São Paulo, levou o conforto acústico em consideração. A solução adotada foi o forro suspenso Heradesign, importado da Alemanha pela fábrica Knauf AMF. Diferente de um forro de gesso, por exemplo, por ser feito com fibras de madeira, tem absorção sonora otimizada.

Em outros casos, a principal preocupação não é com o vazamento do som, mas com a interferência da poluição sonora externa. O escritório do hangar da companhia aérea TAM, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, precisava minimizar o ruído constante dos aviões no ambiente interno. O edifício estava vedado por sanduíche de vidros insulados, de oito milímetros, e câmara de ar de nove milímetros, resultando em vidro de 40 kg/m², com ruído de até 104 decibéis. Após diversos estudos e o uso de recursos tecnológicos, como a holografia acústica, que revela o nível de ruído e por onde ele é transmitido na fachada, a Atenua Som identificou o ponto fraco do sistema existente e buscou uma opção que melhor correspondesse à demanda. De acordo com Edison Moraes, diretor da empresa, a decisão foi substituir os vidros antigos por multilaminados de seis milímetros, com câmara de ar de quatro milímetros, e outro vidro de seis milímetros, da Cebrace. Com isso, além de um sistema mais leve, a medição do ruído mostrou uma queda para 56 decibéis.

Independentemente do tipo de vidro, o desempenho acústico será determinado pelo conjunto composto por caixilho e isolamento. Para o gerente de marketing da Cebrace, Carlos Henrique Mattar, o caso do hangar mostra a importância de uma especificação correta. “Não existe fórmula para identificar um vidro ideal para cada projeto, é preciso fazer uma análise do local e do tipo do ruído que se pretende barrar a fim de obter o conforto acústico”. Seguindo tal linha, a empresa lançou o aplicativo gratuito Cebrace Acústica, que permite que cada usuário verifique qual seria o vidro mais apropriado às diversas situações do cotidiano.

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Texto de Gabriela Nunes| Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 421

Curadoria acústica em todos os projetos

 

O som é fundamental para a qualidade de locais de música, mas todos os projetos de arquitetura precisam prestar mais atenção à acústica?

Briefs de design dificilmente incluem uma descrição da experiência acústica que deve ser alcançado. No entanto a acústica é uma característica vital, pode definir e moldar a qualidade e o caráter de ambientes. Desta forma, deveríamos informar sobre como queremos que os nossos edifícios e espaços públicos tenham de retorno sonoro desde o início de cada projeto.

Controle de ruído, ou o som indesejado, é parte do problema.

Se o som é causado pelo tráfego em uma estrada nas proximidades ou pelos próprios sistemas mecânicos de um edifício, o ruído é preocupante e até mesmo prejudicial para a saúde. Além da perda de audição, que é uma consequência do passar um tempo em um ambiente barulhento, o ruído prejudica a nossa capacidade de concentração, de entender e para descansar.

O mundo da construção e da arquitetura está cada vez mais consciente de que o som indesejado deve ser controlado para criar ambientes propícios ao seu propósito primordial – sejam eles hospitais, hotéis, escritórios, casas ou outros edifícios. Nas artes cênicas, no entanto, os clientes entendem que é necessário um desenho acústico além do controle de ruído para projetar uma experiência acústica do espetáculo.

Mas não deveríamos estar fazendo isso em outros ambientes também?

Um exemplo simples são os restaurantes. A acústica deve ser parte da discussão logo no início!

Qual é a natureza do espaço, qual o ambiente e o personagem do estabelecimento?

É destinado a ser alegre e descontraído? Intimista? Elegante? Moderno e relaxado? Estas perguntas são realizadas para discutir os objetivos do projeto estético, mas poderiam ser debatidos também na área acústica.

Se nós estamos projetando áreas urbanas – parques, hospitais, restaurantes ou lobbies de hotel – devemos considerar desde o início como vamos moldar a experiência acústica. Deveríamos utilizar a acústica em conjunto com o geometria espacial, texturas, luz e cores para criar espaços que provocam uma resposta emocional ou mesmo física.

O som pode transformar o espaço, onde as pessoas podem desejar ficar, espaços que induzem ao consumidor percorrer rapidamente, espaços com personalidade específica e espaços que provocam uma infinidade de outras respostas.

Seja qual for o ambiente que você deseja alcançar, se trata de um processo de pensamento holístico. Como designers, devemos defender mais o pensamento (e, portanto, tempo) dedicado a esse tipo de curadoria acústica.

A natureza do nosso mundo acústico deve ser o resultado de escolhas de design conscientes em todos os lugares em nosso ambiente construído, e não uma consequência não intencional de escolhas estéticas.


Texto de Tateo Nakajima – um dos principais especialistas sobre acústica e pela gestão de projetos acústicos variados – auditórios, teatros e salas de concertos na América do Norte, Europa e Ásia.

Caixa Acústica – Confira 1ª parte de suplemento sobre vidros acústicos

 

“Caixa Acústica” é o nome da publicação especial resultante da ação conjunta entre a Abravidro – editora de “O Vidroplano” – a Atenua Som – organizadora do Vidrosom, seminário técnico sobre acústica em vidro – e a Cebrace, patrocinadora do evento desde sua primeira edição.

A iniciativa tem por objetivo compartilhar com os profissionais vidreiros o riquíssimo conteúdo divulgado no 6° VidroSom, realizado em 12 de novembro de 2014 em São Paulo. Naquela ocasião, dezenas de profissionais dos setores de vidros, esquadrias e acústica assistiram a apresentações e debates abordando conceitos técnicos básicos, pesquisas recentes, regulamentações, cases e ensaios sobre o tema.

A série “Caixa Acústica” é composta por três suplementos. Juntos, eles formarão uma literatura inédita e atualizada, reunindo o que existe de mais avançado nos estudos de caso sobre acústica.

Na primeira edição, você acompanha em detalhes o conteúdo de duas palestras do VidroSom. Na primeira, Carlos Henrique Mattar, gerente de marketing da Cebrace e um dos maiores especialistas em vidro no Brasil, apresentou conceitos básicos sobre acústica e o vidro como barreira de som. Na segunda, o arquiteto Marcos Holtz traçou uma evolução do uso do material em edificações ao longo dos séculos.

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-Diferenças no barulho

O limite de barulho suportado pelo organismo humano está ligado ao tempo de exposição a ele. Aguentamos por pouco tempo ruídos acima de 90 dB. Exemplo: nosso corpo suporta o som de uma turbina de avião (104 dB) por, no máximo, quatro minutos. Após esse período, sofrem-se perdas auditivas irrecuperáveis.
Além disso, a continua exposição a níveis superiores pode causar males diversos como diminuição do poder de concentração e da resistência imunológica e estresse degenerativo.

Para se chegar a soluções para o conforto acústico de edificações, é importante lembrar que em uma metrópole, por exemplo, não existe apenas um tipo de barulho a se combater. Deve-se levar em conta o “espectro do ruído”, o conjunto de sons formados por várias fontes que causam distúrbios às pessoas.

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Frequências Críticas
Todo tipo de vidro vibra ao receber uma frequência específica de som, diminuindo assim sua capacidade como isolante. Não basta, portanto, instalar vidros grossos em qualquer projeto. O ideal é estudar e combinar materiais para compensar essa inevitável perda (saiba mais sobre isso no próximo suplemento).

Vidros mais espessos. por exemplo, são excelentes para barulhos pesados, graves. Por outro lado, vidros finos atuam melhor contra sons agudos.

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-Evolução da Aplicação
O uso do Vidro acompanhou diretamente a evolução da arquitetura. As catedrais, obras tão comuns nas cidades ocidentais, são ótimos exemplos para ilustrar a mudança ao longo dos tempos.

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Conjunto de Soluções
O conforto acústico é apenas um dos benefícios que o vidro garante à construção civil. O material oferece solução completa para diversas questões relevantes à arquitetura moderna – entre elas, beleza estética e conforto térmico. A quebra de paradigma na aplicação do vidro indica que é papel do arquiteto mostrar à indústria quais os caminhos a serem seguidos pela construção civil.

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IAC BUILDING  – Nova York, EUA
Obra do renomado arquiteto canadense Frank Gehry, inaugurada em 2007 como sede da InterActiveCorp, empresa de mídia online americana. As fachadas ganharam “Cool Lite KNT”, vidro low-e de controle solar da Cebrace,com o intuito de evitar a entrada de radiação solar durante o verão e a perda de calor durante o inverno.

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Burj Khalifa – 
Dubai, Emirados Árabes Unidos

O maior prédio do mundo pode ser considerado o exemplo máximo da técnica na instalação do material – afinal, as placas da fachada precisam resistir às fortes rajadas de vento, além de proteger os usuários contra o intenso calor do deserto.
Inaugurado em 2010, possui SunGuard Solar Silver 20 e Climaguard NLT low-e, da Guardian, nas fachadas.


Este conteúdo foi elaborado por dois palestrantes

Carlos Henrique Mattar (carlos.mattara@cebrace.com.br)
Bacharel em engenharia metalúrgica e de materiais pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Possui cursos de formação técnica na Escola do Vidro e na Univerdade do Vidro (França). Atua no mercado do vidro plano desde 2000 e é gerente de Marketing da Cebrace desde 2012.

Marcos Holtz (projetos@harmoniaacustica.com.br)
Arquiteto e mestre em acústica pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Sao Paulo, é sócio do escritório Harmonia Acústica. Já participou como autor de cerca de 500 projetos de acústica.

O material está disponível para download, clique aqui.

Smart Window – a Janela Sustentável da Atenua Som

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Incentivando projetos inovadores, novas tecnologias e criatividade, a Acelera Startups , concurso de empreendedorismo promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) premiou em sua 5ª edição a “Smart Window”, de Leonardo Palombo – diretor de tecnologia e inovação da Atenua Som – que recebeu destaque por agregar eficiência energética e sustentabilidade em uma proposta inovadora que utiliza a luz solar recebida em janelas e transforma em energia limpa e renovável.

Através da Smart Window, a energia solar é armazenada e o usuário poderá utilizar em sensores de temperatura, sensores de movimento, de claridade, alarme de incêndio, iluminação de ambiente ou transferida para qualquer periférico que possua saída USB, por exemplo, smartphones.

Sobre a Acelera Startups

A Acelera Startups é uma empresa voltada para a educação empreendedora que promove eventos e workshops voltados para a integração entre facilitadores, mentores, empreendedores, consultores e estudantes que queiram montar um negócio inovador usando as metodologias mais utilizadas no mundo para o desenvolvimento de startups.

Informações à Imprensa:

Renato Andrade – Atenua Som
www.atenuasom.com.br
e-mail: renatoan@gmail.com
Tel.:11-99829-8748

Confira vídeos sobre a Smart Window:

Smart Window na Rede TV
Smart Window  na Mixx TV
Smart Window  no programa Bom Dia Brasil – Rede Globo

Floresta Vertical: Design protege moradores de poluição atmosférica e sonora

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Uma floresta criada em vaso e plantas que escondem vigas de aço é o projeto de Luciano Pia chamado de “25 Verde”.

O prédio disfarça 5 andares de um conjunto de apartamentos em Turim/Itália e transfere as plantas do chão para vasos, em uma tentativa de fugir da cena urbana da cidade – além de causar um impacto único na fachada do edifício residencial.

A estrutura do projeto mantém 150 árvores que absorvem cerca de 200.000 litros de dióxido de carbono por hora. Essa absorção natural também agrega uma proteção natural aos moradores, ajudando a eliminar gases nocivos do trânsito e de sons agressivos das ruas.

A progressão sazonal das árvores também cria o microclima agradável ao interior do edifício, colaborando na temperatura em extremos, durante os meses frios e mais quentes.

O edifício possui 63 apartamentos, todos com terraços e vegetação planejada em suas janelas e paredes. Cada espécie de planta foi escolhida propositadamente a partir de plantas existentes na região de Turim para proporcionar o maior variedade de cor, folhagem, floração e sem afetar o ecossistema.