Uma nova visão para revitalização de prédios

Você já ouviu falar em Retrofit?
Quando se fala nisso muitas pessoas já logo pensam em uma cobertura com estrutura metálica e vidros. Mas se dissermos que é possível restaurar uma fachada de outra forma e ainda deixar o prédio com uma cara moderna?

2020 Ano Internacional do Som

O Ano Internacional do Som vai acontecer em 2020 e será uma iniciativa global para promover o desenvolvimento e a colaboração internacional em todos os campos da acústica, incluindo pesquisa, educação e padronização – destacando a importância de tecnologias sonoras e mostrar o impacto da poluição sonora para a sociedade.

Segundo a OMS, a poluição sonora ultrapassou a poluição da água, ocupando o segundo lugar no ranking das maiores causadoras de doenças, perdendo apenas para a poluição do ar.

O objetivo do Ano Internacional do Som  (IYS – International Year of Sound) – é produzir atividades coordenadas em várias partes do mundo com o objetivo de estimular a compreensão global do importante papel que o som desempenha em todos os aspectos de nossa sociedade moderna, mostrando que o controle do ruído deve ser avaliado em nosso cotidiano, locais de trabalho e na área ambiental.

As subdisciplinas incluem aeroacústica, áudio, processamento de sinais, acústica arquitetônica, bioacústica, eletroacústica, ruído ambiental, acústica musical, controle de ruído, audição e psicoacústica, acústica física, fala, ultrassom, som subaquático e vibração.

O som é uma parte essencial da comunicação entre os seres humanos – na forma de fala, como um som de aviso, e também na música e nos sons criativos.
No entanto, devemos estar atentos com o excesso de som, que se torna ruído e precisa ser controlado para garantir ambientes de vida e trabalho aceitáveis e seguros.

Serão diversas ações para celebrar o Ano Internacional do Som:
Acompanhe nossas mídias e compartilhe!

– Lançamento do livro do nosso diretor Edison Claro de Moraes, sobre acústica de esquadrias, leitura obrigatória para quem é do setor;

– A Universidade do Som vai abrir turmas durante todo o ano para visitação ao laboratório e às instalações onde são fabricados os produtos da Atenua Som para profissionais e estudantes de arquitetura.
Interessou? Clique aqui

– O evento Vidrosom terá uma edição Especial, que vai acontecer durante a FESQUA 2020 no dia 18 de setembro de 2020 no São Paulo Expo;

– Lançamento do Curso Online da Universidade do Som – Uma ótima alternativa para profissionais de todo o Brasil ficarem atualizados com as últimas tendências do setor;

– Como nos últimos anos, será realizada uma campanha mundial para comemorar o 25º Dia Internacional da Conscientização sobre Ruído (INAD). Em 2020 o evento será no dia 29 de abril;

– A Atenua Som está presente no 12º Congresso Iberoamericano de Acústica (FIA 2020)  que será realizado em Florianópolis, de 20 a 23 de setembro de 2020, juntamente com o XXIX Encontro da SOBRAC (Sociedade Brasileira de Acústica);

– O Inter-Noise 2020 (49º Congresso Internacional e Exposição sobre Engenharia de Controle de Ruído) será realizado em Seul/Coréia de 23 a 26 de agosto. A Atenua Som, como costume, irá visitar o congresso para se atualizar sobre estudos e soluções no que se refere à acústica e controle de ruídos pelo mundo.

2020 Ano Internacional do Som
Cerimônia de abertura – 31/01/2020
Local: ações mundiais

Aprenda sobre acústica no Manual Acústica Básica

Foi lançado o Manual ProAcústica de Acústica Básica que apresenta, em linguagem simples, os fundamentos básicos de acústica em edificações, com o propósito de facilitar o diálogo entre consultores, projetistas, arquitetos e clientes.

Outro objetivo também é ampliar o conhecimento de normas acústicas e tirar dúvidas sobre conceitos básicos e terminologias de condicionamento e isolamento acústico, um exemplo são os requisitos relacionados ao tema da norma ABNT NBR 15575, que ainda gera muitas dúvidas entre profissionais do setor da construção civil.

“Se todos que constroem conhecessem o conteúdo do manual, as obras brasileiras estariam em outro patamar”
– disse Dionyzio Antonio Martins Klavdianos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e vice-presidente da Comat/CBIC.

A Atenua Som patrocina a realização da publicação em conjunto com entidades parceiras, colaboradores e as empresas associadas entre elas Armstrong, Aubicon, Isover Saint Gobain, OWA Sonex Brasil e Placo Saint Gobain.

Fechando as atividades de 2019, a ProAcústica oferece gratuitamente 9 manuais técnicos sobre acústica e seus conceitos básicos.

Para download acesse o site da ProAcústica.
Com um cadastro rápido, é possível fazer o download gratuito de todos os manuais técnicos elaborados pela ProAcústica até hoje.

São 6 publicações:

 


Manual sobre a Norma de Desempenho

Manual de Recomendações para Contrapisos Flutuantes

Manual para Classe de Ruído das Edificações Habitacionais

 


Manual para Qualidade
Acústica em Escolas

Manual para Qualidade
Acústica de Auditórios

Manual de Acústica Básica

 

Atenua Som realiza projeto décor na sede da revista Caras

A Atenua Som foi a empresa escolhida para fornecer as esquadrias termoacústicas das salas de reuniões e do estúdio de TV da unidade de São Paulo da revista Caras.

Portugal é o 4º país com maior poluição sonora da Europa

 

O Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) publicou no site oficial informações sobre poluição sonora da Europa e a população de Portugal é o quarto país mais exposto aos ruídos – foram analisados em 28 pontos com cidades e comunidades sustentáveis, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estipulados pela Comissão Europeia.

Durante a pesquisa que começou em 2017, 23,5% da população portuguesa afirmava estar exposta aos problemas de ruídos, perdendo apenas para Alemanha que registrou 26,1%, Holanda com 25,6% e Malta que recebeu o índice de reclamação de 24,9%.

Estónia, Croácia e Irlanda apresentaram valores iguais ou inferiores a 9%, bem abaixo da média comunitária da UE fixada nos 17,5%.

– Poluição Sonora: Índice de satisfação dos habitantes da UE

Perguntaram aos habitantes de 83 cidades europeias em 2015 :
“De um modo geral, por favor, diga-me se está bastante satisfeito, satisfeito, insatisfeito ou bastante insatisfeito com o nível de ruído na sua cidade?”

Na questão dos níveis de ruídos a pesquisa informa que a população indicou “Satisfeito” ou “Bastante Satisfeito” em 21 das 28 capitais da UE.

Os resultados mostram diferenças significativas entre capitais da União Europeia que varia entre os níveis de ruído, entre 31% e 82%.

Os moradores de Dublin são os que mais reclamam dos níveis de ruído percebidos atingindo 82% de insatisfeitos ou bastante insatisfeitos.
Pesquisas anteriores indicavam Helsínquia (81%), Luxemburgo (79%), Viena (78%), Riga (77%), Vilnius (76%) e Londres (75%).

A maioria dos habitantes europeus estão satisfeitos com os níveis de ruído.

 

Vidro. Para os Para os Vidrados no Mundo

A Associação Brasileira de Indústria do Vidro – ABIVIDRO – , apresenta a campanha “Vidro.
Para os Vidrados no Mundo”, a ação faz parte de uma estratégia para os consumidores aumentarem a percepção e o conhecimento sobre os atributos do setor vidraceiro e como o produto é significativo na vida contemporânea.

“O vidro faz parte do nosso dia-a-dia, às vezes de forma imperceptível. Nosso contato com o mundo é, hoje, feito através de telas. O objetivo dessa campanha é mostrar o quanto o vidro é imprescindível em nossas vidas e sua versatilidade”, explica Lucien Belmonte, superintendente da Abividro.

Também é destacado como o vidro está presente em nosso cotidiano:  acessórios para iluminação, diversos utensílios para residências, vidros especiais para prédios, embalagens de cosméticos, aparelhos digitais, decoração e até no segmento fashion.

O trabalho ainda conta com uma trilha original toda composta com vidro, onde um músico especializado deu vida usando desde lâmpadas até taças.

A campanha em diversas mídias digitais até 2020 com a intenção de marcar um novo momento de relacionamento da ABIVIDRO com seus públicos de interesse, confira o site: https://vidradosnomundo.com.br/

Ficha Técnica Vidrados:
Cliente: ABIVIDRO
Produto: Institucional
Título: Vidrados

Aprovação:
Lucien Belmonte
Thaise Victorino

Agência Iris Worldwide São Paulo:
Diretora de Atendimento e Operações: Fabiana Jadão
Atendimento: Danilo Silvério, Lilian Platzer, Karini Selerges
Diretora de Operação Digital: Naomi Covacs
Diretor de Criação: Gustavo Blanco
Criativo Arte: Thais Barcellos
Criativo Redator: Caio Carvalho, Will Viscaino
RTV: Amanda Seabra e Lia D` Amico
Diretor de Planejamento: Cacau Lima
Planejamento: Gabriel Gonçalves
Mídia: Conrado Alegro

Produtora de Áudio:
*Alma11:11Audio*
Composição e Produção Musical: Diego Raso
Técnico/ Pós produtor: Junior Aragaki
Músicos (harmônica de taças) : Tomas Oliveira
Locutora: Maristane Dresch
Produção Executiva: Carla Bräuninger

Produtora de Vídeo:
*Soalma Production Co.*
Diretor: Guimel Salgado
Ass. de Direção: Antônio Matos
Diretor de fotografia: Michel Telsin
Produção executiva: Marina Waldvogel
Produtor: Leandro Langoni
Atendimento da produtora: Marina Waldvogel
Pós-produção/ Finalização: Cora Post

Atenua Som participa de projeto acústico da sede do Neojiba

A Atenua Som em parceria com a empresa Nagata Acoustics realizaram o tratamento acústico do Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), programa governamental que tem por objetivo alcançar a excelência e a integração social por meio da prática coletiva da música.

A acústica ganha relevância no mercado hoteleiro com mudanças no comportamento do público


Ligada diretamente à sensação de conforto e privacidade dos ambientes de hotéis a acústica ganha mais relevância já que a mudança no perfil do comportamento do público e suas exigências aumentam a cada dia. Somado a isso, a velocidade com que se pode comunicar hoje as impressões sobre um hotel, com ferramentas como sites de viagens e fóruns interativos, além das redes sociais, vêm transformando de forma constante o serviço de hospedagem pelo mundo.

Mais do que um bom serviço, boas camas e higiene, o setor hoteleiro de forma geral tem buscado oferecer experiências únicas, memoráveis e sensoriais que levem os hóspedes a certo encantamento. Nessa tendência da hotelaria, a acústica dos ambientes, ligada diretamente à sensação de conforto e privacidade, ganha mais relevância, já que a mudança no perfil do comportamento do público e suas exigências aumentam a cada dia.

Somado a isso, a velocidade com que se comunica hoje as impressões sobre um hotel, com ferramentas como sites de viagens e fóruns interativos, além das redes sociais, vêm transformando de forma constante o serviço dos hotéis pelo mundo.

O conforto acústico produzido por materiais sofisticados com texturas, cores e impressões personalizadas ajudam a compor a identidade de um hotel e se inserem de forma fundamental na experiência dos hóspedes. A evolução das soluções em acústica busca acompanhar um mercado repleto de novidades tecnológicas em que, em alguns hotéis, se pode mudar as posições das paredes do quarto, ajustar de forma eletrônica a cama em diferentes direções, colocar as roupas para lavar e em pouco tempo retirá-las limpas, secas e passadas. Nesses locais, privacidade, silêncio e tranquilidade ainda são itens essenciais para o descanso.

Não existem normas específicas para a acústica de hotéis no Brasil. A ABNT NBRs 15575e 10151 e 10152, são as que servem como referência. “Para se ter uma ideia, o nível mínimo da normativa brasileira para edificações residenciais é de 80 decibels em dormitórios. Padrões internacionais para quartos em hotéis cinco estrelas não toleram mais que 55 decibels de ruídos externos. Ou seja, bem acima da régua brasileira, segundo André Raeder, consultor de acústica da Harmonia Acústica.

O primeiro hotel Four Seasons do Brasil, localizado em São Paulo, teve projeto acústico realizado pela Harmonia Acústica, que incluiu o lobbyballroom, salas de convenções, quartos, residências e um clube com spa, piscina, academia, restaurante e bar. Segundo Raeder, “um dos maiores desafios foi tratar os ruídos da área de equipamentos sobre as suítes presidenciais e isolar o ruído da Avenida das Nações Unidas, além de adequar as situações complexas do projeto aos padrões 5 estrelas do hotel”.

“Esquadrias e paredes isolantes, tipos de pisos, isolamento de casas de máquinas (bombas, gerador e compressor), desacoplamento estrutural da piscina − caso a mesma esteja na cobertura −, redução da reverberação nos lobbys e restaurantes, especificações de forros e revestimentos para os auditórios e salas de reuniões, além da avaliação das áreas administrativas”, são alguns dos aspectos a serem avaliados, segundo Débora Barretto, diretora técnica da consultoria Audium Acústica, na complexa equação para se alcançar o conforto acústico em projetos de hotéis.

Para controlar os efeitos de ruídos e vibrações é necessário evitar ao máximo os contatos rígidos e dimensionar elementos antivibratórios para cada situação, explica Barreto. Além disso, projetar barreiras acústicas, molas, paredes e portas isolantes, borrachas especiais com base em uma análise criteriosa de um consultor especializado é importante, segundo ela.

Privacidade e silêncio
Isolamento para limitar o ruído sem incomodar os quartos vizinhos, manter a privacidade ou para ter o máximo de silêncio no descanso após um dia intenso de viagem, trabalho, passeio, esportes ou lazer, é tudo o que um bom quarto de hotel precisa oferecer. Para atender um problema real como esse em São Paulo, a Atenua Som, fabricante de janelas termoacústicas, foi indicada pelo próprio autor do projeto do luxuoso Hotel Unique, o arquiteto Ruy Ohtake, a solucionar as frequentes reclamações dos hóspedes. Os principais incômodos vinham do barulho da avenida devida às acelerações e frenagens de motocicletas e ônibus. A impressão dos hóspedes era de que a janela ficava aberta. Já na face oposta do prédio, o ruído vinha do som dos equipamentos de refrigeração, segundo Nicole Fischer, diretora de produção da Atenua Som.

Do tipo maxim-ar circulares, de aproximadamente 1,8 m de diâmetro, com fecho caracol, constatou-se que o principal problema das janelas do Unique não vinham dos vidros e sim das vedações das esquadrias que não atuavam da forma devida.

“A média de isolamento antes da nossa intervenção era de 22dB. Após o trabalho passou a isolar 35dB em média”, explicam Michael Klein e Aparecido Bonifácio, engenheiros do laboratório da Atenua Som.

As paredes entre os quartos e o revestimento das lajes nos hotéis são itens fundamentais para a privacidade dos hóspedes, entre os andares de cima e de baixo, e o corredor. As soluções e sistemas utilizados devem blindar os ambientes de sons provenientes de aparelhos de TV e música, elevadores, casa de máquinas, do tráfego de pessoas e de carrinhos de malas, de limpeza, do frigobar, entre outros equipamentos que são fontes de ruídos.

Os sistemas de paredes com melhor desempenho acústico e, por isso, mais utilizados em hotéis pela versatilidade, segundo Raeder, são as drywall, mesmo se comparados aos de alvenaria e outros.  “Mas, para garantir o melhor desempenho, o uso de chapas drywall mais densas é fundamental, por permitirem a aplicação direta da lã de vidro sem a necessidade de reforçar a estrutura, o que ajuda no isolamento de ruídos de impacto”, explica Fernando Neves, coordenador técnico e comercial da Saint Gobain.

Para o isolamento vertical, a indicação de Neves é o painel em lã de vidro aglomerada com resina sintética, uma película branca impermeável que trata os ruídos de impacto gerados no pavimento das estruturas nas edificações.

Mercado em crescimento
Em um período de baixa temporada na economia global, o mercado brasileiro que, em 2018, foi marcado pelo baixo nível de crescimento de novas ofertas de hotéis e ocupação, esse ano começa a dar sinais de recuperação. Os maiores investimentos estão sendo projetados ainda para 2019 e 2020, com previsão da construção de 123 empreendimentos distribuídos pela região Sudeste e Sul, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – FOHB. Além disso, segundo o mesmo Fórum, a ocupação hoteleira deve crescer 3,2% em 2019.

Cenários como esses são delicados para investidores que veem incertezas no contexto político do país e buscam dar tiros certeiros e sustentáveis em longo prazo. Com isso, os empreendimentos de uso misto com escritórios, residências, cinemas e áreas de comércio começam a crescer.

A ideia amplia o espaço do hotel como área aberta para a cidade e induz os hóspedes a terem experiências locais imediatas, mas trazem desafios para o conforto acústico dos usuários. Mais circulação de pessoas e diferentes tipos de equipamentos prediais colocam para o setor de acústica novos desafios e oportunidades.

Segundo Nancy Devai, gerente de produtos da Owa Sonex, “projetos como esses são bem planejados do ponto de vista da acústica. Muitos deles estão próximos das grandes avenidas e das marginais onde é necessário um tratamento acústico maior. Precisam ser muito bem concebidos para que uma área não interfira na outra de forma muito drástica. Os pontos de acesso precisam ser bem dimensionados e separados. São grandes facilitadores da mobilidade, mas exigem uma solução arquitetônica bem resolvida”.

O Palácio Tangará, por exemplo, um hotel 5 estrelas localizado no Parque Burle Marx, em São Paulo, além de oferecer sofisticadas experiências incluindo, uma gastronomia padrão Michelin, tem a acústica como item primordial de conforto aos hóspedes. O escritório de consultoria Akkerman Alcoragi foi o responsável pelo projeto de acústica. As divisões internas receberam as chapas drywall da Placo Saint Gobain nas paredes das suítes, circulação, banheiros e closets e o revestimento interno da fachada. Os forros foram colocados nos apartamentos e circulação, como em áreas nobres como lobby e salão de festas. Para o spa, ballroom e academia, a Owa Sonex forneceu a linha de forros acústicos.


O conforto acústico em corredores, áreas de lazer, cozinha, restaurantes e ambientes coorporativos, como salas de convenções, treinamentos e reuniões de empresas é responsável por parte importante do conforto sonoro ambiental de um grande hotel. “Como exemplo temos o sistema corredor, um forro removível, que são réguas de 30 cm por 2m, que é indicado para ser instalado em hotéis, pois resolvem bem o ruído de impacto”, explica Paula Omizzolo, gerente de desenvolvimento de mercado da Knauf AMF.

Além de manter o desempenho acústico as soluções devem se adequar ao perfil de design, identidade e valores da rede ou de cada hotel. Omizzolo ressalta que “hoje existem placas acústicas, forros e acabamentos que podem ser personalizados com a logomarca do hotel, imagens e cores específicas para compor com quadros na parede; além de máquinas que fazem cortes e criam mensagens e formas como as nuvens e ilhas acústicas de lã de rocha e dessa forma se consegue personalizar o design da acústica, importantes para o conforto visual dos hotéis”.

Créditos – ProAcústica
As imagens dos hotéis dessa matéria foram cedidas pelas empresas associadas citadas.

O ruído pode viciar – afirma especialista

Especialista em acústica e diretora técnica da Audium, a arquiteta Débora Barretto fala sobre como os ruídos interferem na sensação de bem-estar dos indivíduos e da sociedade em geral.

Para ela, a falta de entendimento sobre os riscos da poluição sonora torna a cidade praticamente insalubre em termos de ruídos urbanos.

Como minimizar os efeitos dos ruídos a que estamos submetidos diariamente e nem nos damos conta?
A gente se expõe a muitos ruídos no dia a dia e não nos damos conta, o que é muito perigoso.
Exemplo disso é o barulho do ar-condicionado no escritório ou mesmo do tráfego. O que a gente faz para solucionar esse incômodo? Aumenta o volume da TV, põe um fone, liga um ventilador para abafar os demais ruídos.
Só que tudo isso é muito perigoso, principalmente se forem estratégias adotadas na hora de dormir.
Os efeitos dos ruídos são cumulativos, surgem a médio e longo prazo, por isso a melhor saída é a proteção. Claro que sobre muita coisa a gente não tem controle, mas temos de estar atentos a isso e sempre em contato com os sons da natureza: cachoeira, pássaros, mar, árvores. Tudo isso nos conecta conosco mesmo e é fundamental para recarregar a energia.

Quais são os principais malefícios à saúde?
As doenças do século estão relacionadas à exposição do ruído: ansiedade, estresse e depressão.
As pessoas têm ficado cada vez mais ansiosas, intolerantes, porque o ambiente acústico que a gente vive impacta diretamente no nosso comportamento.
O lugar não precisa ser totalmente silencioso, desde que seja confortável.
Os níveis de ruído adequados têm muito a ver com atividade você está fazendo naquele momento: uma coisa é estudando, trabalhando dormindo.
Outra coisa é num restaurante, numa festa.
São níveis de conforto que devem se adequar à sua atividade.

O barulho pode viciar? Ou melhor, é possível aumentar a tolerância a ele e mesmo sentir falta/ansiedade em um lugar totalmente silencioso?
O som pode viciar sim.
As pessoas que são constantemente expostas a ruídos se sentem mal em ambientes silenciosos, desconfortáveis, como se fosse uma droga.
Esse é o grande perigo. Porque quando você abre mão dessa droga, você sente falta e tenta compensar de alguma forma.
Tudo isso é provado cientificamente. Infelizmente, o ruído vicia.
Se a pessoa não consegue dormir sem ruído, sente falta da TV e do ar-condicionado, é porque ela está viciada. Mas é algo que passível de reversão, desde que você se permita sentir esse desconforto para depois equilibrar seu organismo e fazer o que a sua saúde precisa.
A melhor forma das pessoas perceberem é as pessoas se permitirem estar em ambientes silenciosos, porque o som nos conecta com o momento presente. Senão você não vai perceber e só vai se dar conta quando vier uma série de problemas gástricos, cardíacos e do sistema nervoso.

E como fazer para se livrar, dentro de casa, dos barulhos da vizinhança? Vejo muita gente recorrendo a protetores auriculares, ou mesmo a fones que tenham isolamento acústico…São boas opções?
Usar protetor auricular não é solução.
O uso diário pode trazer complicações, como uma irritação ou mesmo uma inflamação no ouvido. A melhor solução sempre passar por trabalhar na emissão sonora. O ideal é buscar a fonte, reduzir o ruído ambiente.
Se é um bar, denunciar, porque ele tem que ser isolado acusticamente.
É possível também fazer o uso de esquadrias que garantam esse isolamento acústico e preservem a ventilação natural, por exemplo. Vale uma orientação técnica para que o profissional possa avaliar a demanda de isolamento e orientar a solução mais eficaz e econômica.
Só com uma orientação técnica é que você pode economizar e ter um resultado satisfatório, senão você só vai ficar na tentativa.
Tem muitas opções, mas cada caso é um caso.

Você é da área de arquitetura/engenharia, então queria saber, da sua perspectiva, se Salvador é uma cidade efetivamente barulhenta – inclusive, comparada a outras cidades do país. Pode ficar à vontade para fazer uma consideração enquanto cidadã também.
Acho Salvador uma cidade muito ruidosa, sim.
Parte disso pela falta do entendimento dos impactos da poluição sonora na saúde, por isso propago muito essa questão.
As pessoas associam muito isso a uma questão cultural. A gente tem que questionar essa venda da cidade enquanto festiva, porque não é só isso.
As pessoas precisam estudar, trabalhar, descansar.
Há cidades no mundo todo tão festivas e culturais quanto que equacionam melhor essa questão, com contribuições do poder público e do cidadão.
Essa falta de entendimento torna a cidade praticamente insalubre em termos de ruídos urbanos. Acho que melhoramos muito, com a fiscalização de bares e outros estabelecimentos comerciais.
Não acho que Salvador é a cidade mais ruidosa do Brasil, tem piores, mas temos muito a caminhar e evoluir.

A matéria “As doenças do século têm relação com o ruído” com a arquiteta Débora Barretto foi publicada no Correio24horas