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Turismo: Isolamento sonoro em hotéis recebem selo para quartos silenciosos

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Para agradar a diversidade de turistas na Europa, o setor hoteleiro está implantando um novo selo que indica a qualidade acústica dos quartos de hotéis.

A poluição sonora em hotéis é uma das principais queixas de turistas, enquanto outra parcela de hóspedes procuram por estabelecimentos com serviços diferenciados e movimentados – com bares, lounge com trilha sonora noturnas e salas de jogos.

Pesquisadores de mercado informam que ruídos comuns em hotéis – batida de portas, barulho nos corredores e aparelhos eletrônicos de outros quartos – incomodam muita gente, mas um estabelecimento silencioso demais ou vazio demais pode afastar as pessoas.

Mesmo com a opção do hóspede em solicitar um ambiente mais tranquilo, distante do barulho de ruas movimentadas e outros serviços do estabelecimento, a criação de um selo para “quarto silencioso” já recebe bons resultados.

Enquanto empresas estão tentando tornar as coisas mais transparentes ao testar quartos de hotéis e os serviços de isolamento sonoro, a dica de turistas é buscar indicações em sites e redes sociais especialistas no segmento ou realizar uma busca com as palavras “quiet hotel room in (nome da cidade)”.

São Paulo tem projeto de mapeamento acústico

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A Comissão de Acústica Ambiental da ProAcústica está se preparando para contribuir com a realização um projeto piloto de Mapeamento Acústico de São Paulo. Isso permitirá a elaboração de um plano de ação de grande eficiência, considerando em primeiro lugar as áreas mais impactadas, e direcionando os recursos de maneira racional.

A área sugerida para a realização do piloto recebeu o nome de “Operação Urbana Faria Lima”, região selecionada por ser um dos poucos espaços da cidade de São Paulo que combina vários aspectos importantes: vias de transportes implantadas recentemente, a junção de estabelecimentos antigos do bairros com novas edificações e a disponibilidade de boa base de dados técnicos.

Para o arquiteto e urbanista Marcos Holtz, o Projeto de Lei 01-00075/2013 estipula a obrigatoriedade da execução do mapa acústico da cidade de São Paulo, e vincula a redução dos níveis de emissões sonoras aos parâmetros estabelecidos pelas leis vigentes.

Desde a criação da Comissão de Acústica Ambiental, há mais de 4 anos, a Comissão tem como objetivo dar suporte técnico às ações da associação relativas à acústica ambiental, como mapeamentos acústicos, normatização, legislação, informação ao público, entre outras.

A implementação do Mapa Acústico será importante para a cidade, uma vez que a poluição sonora é um problema de saúde pública. O mapa permitirá localizar “pontos críticos” de ruído na cidade, e do número de pessoas expostas a níveis altos, assim como proteção dos locais mais “silenciosos”.

Suporte ao mapeamento
“- A proposta de fazer o Mapeamento Acústico de São Paulo surgiu do vácuo que existia no Brasil, em que a questão da poluição sonora nunca havia sido abordada de maneira sistemática e integrada às outras áreas do planejamento urbano. O fato é que essa é uma tendência mundial e São Paulo não pode ficar atrás de outras grandes cidades na América Latina, que já incorporam o mapeamento acústico como Santiago do Chile, Bogotá, além de inúmeras outras cidades europeias”, declara Nicolas Isnard, membro da Comissão de Acústica Ambiental.

Depois de realizado o projeto piloto, o trabalho deverá ser expandido para outras áreas da cidade. As fontes de financiamento para cobrir os custos de execução do projeto piloto ainda não estão definidas.

De acordo com especialistas da ProAcústica, não se pode confundir o mapeamento acústico da cidade com os incidentes de ruído provocados por atividades de entretenimento e incômodos de vizinhança, como os problemas causados por bares e casas noturnas.

“O mapeamento tem uma função estratégica de diagnóstico a fim de criar um planejamento macro, que mostra o impacto ambiental do ruído causado por sistemas de transporte e principais fontes fixas, com objetivo mitigar ou atenuar o problema onde é mais necessário. Isso possibilita a criação de uma política de controle e gerenciamento de ruído para a cidade”.