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Dicas de boa convivência sonora entre vizinhos

 

O combate ao COVID-19 exige alguns sacríficos, a necessidade de isolamento social transformou a vida das pessoas. O fechamento dos comércios, locais de convívio, escolas e muitas empresas colocando os seus profissionais em Home Office resultou em zonas residenciais ocupadas o dia todo e nunca se percebeu tanto os ruídos à nossa volta. Como forma de atenuar os possíveis conflitos sonoros entre vizinhos, a Pró Acústica lança o guia “dicas de boa convivência sonora em condomínios”.

O lançamento do guia faz parte da campanha #sonsqueamamos integrando ao calendário do Ano Internacional do Som 2020/21.

Focado em esclarecer dúvidas sonoras, o guia é uma ótima dica de leitura rápida e produtiva, com dicas, fatos e quiz que irão ajudar no convívio em condômino.

Para download do guia ou pra conhecer mais sofre a campanha acesse o site da ProAcústica.

Portugal é o 4º país com maior poluição sonora da Europa

 

O Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) publicou no site oficial informações sobre poluição sonora da Europa e a população de Portugal é o quarto país mais exposto aos ruídos – foram analisados em 28 pontos com cidades e comunidades sustentáveis, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estipulados pela Comissão Europeia.

Durante a pesquisa que começou em 2017, 23,5% da população portuguesa afirmava estar exposta aos problemas de ruídos, perdendo apenas para Alemanha que registrou 26,1%, Holanda com 25,6% e Malta que recebeu o índice de reclamação de 24,9%.

Estónia, Croácia e Irlanda apresentaram valores iguais ou inferiores a 9%, bem abaixo da média comunitária da UE fixada nos 17,5%.

– Poluição Sonora: Índice de satisfação dos habitantes da UE

Perguntaram aos habitantes de 83 cidades europeias em 2015 :
“De um modo geral, por favor, diga-me se está bastante satisfeito, satisfeito, insatisfeito ou bastante insatisfeito com o nível de ruído na sua cidade?”

Na questão dos níveis de ruídos a pesquisa informa que a população indicou “Satisfeito” ou “Bastante Satisfeito” em 21 das 28 capitais da UE.

Os resultados mostram diferenças significativas entre capitais da União Europeia que varia entre os níveis de ruído, entre 31% e 82%.

Os moradores de Dublin são os que mais reclamam dos níveis de ruído percebidos atingindo 82% de insatisfeitos ou bastante insatisfeitos.
Pesquisas anteriores indicavam Helsínquia (81%), Luxemburgo (79%), Viena (78%), Riga (77%), Vilnius (76%) e Londres (75%).

A maioria dos habitantes europeus estão satisfeitos com os níveis de ruído.

 

Poluição Sonora: Prefeitura regulamenta mapa do ruído em São Paulo


A Prefeitura de São Paulo regulamentou no dia 3 de maio a elaboração do Mapa do Ruído Urbano do Município.

A iniciativa vai possibilitar que o município tenha um diagnóstico de ruído territorializado e realizar as intervenções urbanas necessárias para o melhoramento da qualidade de vida das pessoas que residem em regiões afetadas pelo alto nível de poluição sonora.

A iniciativa, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), vai possibilitar que a cidade melhore a qualidade ambiental e urbanística das regiões orientando os locais que irão receber a adoção de políticas públicas.

A produção do mapa foi instituída como obrigatória em 2016 pela Lei 16.499 do Executivo e deve ser realizada por região.

O município tem o prazo de até 7 anos para concluir as pesquisas, o mapa digital com a resultado final será disponibilizados no portal GeoSampa.

As áreas prioritárias serão definidas por um Grupo Gestor intersecretarial, sob coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, composto pelas secretarias municipais de Mobilidade e Transportes (SMT), Subprefeituras (SMSUB), Verde e Meio Ambiente (SVMA) e Inovação e Tecnologia (SMIT).

Na América do Sul, cidades como Santiago e Medellín já trabalham as necessidades urbanísticas seguindo informações do Mapa de Ruído.

Além de São Paulo, Bogotá e a cidade de Quito já estão em fase avançada de estudos para implantação.

Parque vai reduzir ruído no Minhocão

Em 24 de abril, a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento (SMDU), divulgou um estudo mostrando que os ruídos urbanos na região do Elevado Presidente João Goulart (Minhocão) podem ser reduzidos pela metade com a implantação do parque do Minhocão.

A Secretaria Especial de Comunicação de São Paulo informou que o viaduto atinge os empreendimentos com níveis sonoros entre 69 e 76 decibéis. Ao ser interditado ao tráfego – apenas com o fluxo existente na Rua Amaral Gurgel – a região ficará com 10 decibéis a menos.

Além do desconforto e estresse, estudos revelam que a exposição ao ruído pode causar e/ou potencializar doenças como infarto, diabetes e pressão alta ao longo do tempo.

“Se os gestores entenderem que o mapa de ruído é uma ferramenta que determina a qualidade de vida das pessoas, nós teremos um grande avanço na paisagem sonora de São Paulo e consequentemente na saúde dos seus habitantes” – afirmou Edison Claro de Moraes, presidente da ProAcústica e diretor da Atenua Som

O barulho pode ser prejudicial para o cérebro das crianças

A poluição sonora é um problema que afeta a todos e com as crianças não é diferente. Pelo contrário, a sensibilidade auditiva dos pequenos pode ser ainda mais afetada. O barulho está por toda parte e as crianças precisam enfrentá-lo em casa, na rua e na escola. Com o passar do tempo, os ruídos vão afetando a saúde e o desenvolvimento de forma silenciosa.

O cuidado com a saúde auditiva deve ser controlado

A Associação Brasileira de Normas Técnicas orienta que uma casa ou escola não ultrapassem o limite de volume de 50 decibéis. Esse número equivale ao barulho que duas pessoas fazem enquanto conversam ou de uma biblioteca em funcionamento.

Ao ultrapassá-lo, o corpo pode começar a liberar os hormônios responsáveis pelo estresse e até aumentar a pressão sanguínea. Quanto mais demorado ou frequente é o barulho, maiores serão as conseqüências, podendo causar perdas cognitivas, problemas com a concentração e até afetar a memória.

Os riscos dos ambientes barulhentos para as crianças

Ter contato frequente com o barulho, como por muitos anos, por exemplo, pode causar desvios no desenvolvimento da fala e da escrita da criança.

Os batimentos cardíacos das crianças em ambientes barulhentos são significativamente mais acelerados. Além disso, a criança pode se tornar mais agressiva, barulhenta, estressada e desenvolver problemas para dormir.

Como mudar a realidade de um espaço barulhento?

Em sala de aula, algumas medidas podem ser tomadas, como por exemplo:

  • reorganizar os ambientes para montar grupos menores por toda a sala;
  • criar núcleos de trabalho fechados, para que as crianças possam se concentrar;
  • treinar movimentos mais leves e fala mais baixa, entre os adultos.

Em casa, o que pode ser feito é:

  • desligar a televisão quando ninguém está assistindo e não usá-la como companhia;
  • ter períodos do dia sem áudios ou qualquer tela;
  • diminuir os ruídos e o som da voz quando as crianças estão concentradas;
  • usar janelas antiruídos em ambientes barulhentos;
  • mudar para vizinhanças mais silenciosas, se for possível;
  • sempre que a poluição sonora vier de um ponto específico, como estabelecimento, busque o amparo da lei.

Percebemos o quanto um ambiente é barulhento apenas quando fazemos silêncio. Ambientes que são barulhentos o tempo inteiro não favorecem essa percepção, com isso nossa saúde pode ser prejudicada de forma paradoxalmente silenciosa.

Promover o silêncio ou oferecer um ambiente menos ruidoso é um benefício que proporcionamos às nossas crianças. Não quer dizer que, para isso, precisem ser controlados ou ter suas formas de expressão inibidas. Pelo contrário, o objetivo é dar espaço para o que realmente tem importância.

Uma polegada quadrada de silêncio

Há uma pequena área nos EUA chamada de “One square inch of silence” (tradução: uma polegada quadrada de silêncio). Considerada o local mais silencioso dos EUA, essa polegada quadrada é ocupada por uma pedra vermelha, situada nas proximidades de Forks, no estado de Washington.
O “silêncio” do local não significa que há silêncio total, e sim que é um local livre de ruídos humanos. O monitoramento do som é feito pelo projeto de pesquisa independente que dá nome à área. O objetivo principal do projeto é destacar a diferença entre sons naturais e sons decorrentes das atividades humanas, bem como preservar esse “santuário do silêncio”.

Preservação

Quando um ruído humano é detectado no local, os pesquisadores procuram descobrir a fonte do ruído. Um comunicado é enviado aos agentes causadores, informando sobre a quebra do silêncio, esperando de que parem com a atividade ruidosa voluntariamente. O curioso é que o único ruído humano ouvido no local é produzido ilegalmente, e por uma agência federal. Desde 2012 a Marinha dos Estados Unidos tem realizado vôos em missões de treino sobre a área protegida. Apesar dos protestos contrários, eles mantém as atividades.

Mais informações podem ser obtidas na página do projeto, em inglês: http://onesquareinch.org/

Som alto e volante

A música pode ser uma excelente válvula de escape para reduzir o estresse. Pode inclusive tornar o trajeto mais agradável. No entanto, se reproduzida num volume alto dentro do carro pode ser prejudicial.

Atenção dividida

Não é novidade nenhuma que o som alto pode prejudicar severamente a audição, mas não é só isso!  Uma pesquisa da Universidade de Groningen, na Holanda, concluiu que ouvir som alto aumenta o esforço do cérebro e, como ele compensa esse esforço, isso não deve impactar diretamente na condução do veículo, mas isso depende muito da situação.

A música pode interferir em situações em que o motorista deve estar mais atento, trazendo riscos à segurança. Assim, é muito importante que o volume esteja em nível aceitável, não sendo prejudicial à audição nem à atenção!

Barulho que pode prejudicar o coração

É quase impossível imaginar uma grande metrópole sem os ruídos do cotidiano.  São normalmente causados por carros, pessoas e até aviões, podendo tornar a hora de dormir em pesadelo.

Ruído e o coração

Um estudo realizado pela Universidade Johannes Gutenberg, na Alemanha, concluiu que viver em lugares barulhentos aumenta o risco de doenças do coração.

O excesso de ruído constante aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diretamente relacionados à estresse e ansiedade. Isso faz com o que o coração bombeie mais rapidamente aumentando pressão arterial, tensão nos vasos sanguíneos e coração. Esse aumento pode levar a inflamações, danos às células e ataques cardíacos.

A pesquisa também mostrou que pessoas menos estressadas possuem níveis mais baixos de colesterol, melhor resposta imune e taxas mais elevadas de antioxidantes no sangue.

Se você mora em um local barulhento, entre em contato conosco e previna-se!

Ruído nas escolas: um problema muito maior do que parece

É inevitável enfrentar o barulho na escola ou na sala de aula. No entanto, em muitas escolas, ele ultrapassa os limites tolerados, podendo causar diversos problemas para os estudantes.
Além de problemas auditivos, a exposição aos altos índices de ruído pode gerar estresse e dificuldades na aprendizagem. Conforme um estudo realizado pela Universidade de Oldenburg, na Alemanha, muitas escolas brasileiras ultrapassam o limite tolerado. Os momentos de intervalo são os mais ruidosos, porém a situação nas salas de aula também não é favorável.

 

Tratamento acústico em escolas

É necessário prover a alunos e professores estruturas adequadas e ambientes propícios ao ensino e aprendizado. Atenção à acústica traz melhorias no desempenho das crianças e maior satisfação a pais e mestres.
Uma das formas de aprimorar a estrutura das salas de aula é impedindo a entrada do ruído. Para isso, fornecemos soluções em esquadrias antirruído que podem acarretar melhorias em sua casa ou escola! Entre em contato conosco e faça seu orçamento.

5 dicas para minimizar o impacto dos fogos para seus animais de estimação

 

As festas de fim de ano estão chegando e, com elas, os famosos fogos de artifício. O que pode ser lindo de se ver e até mesmo esperado por muitos, é o desespero dos animais de estimação.

Isso porque a audição sensível deles faz com que o barulho, que já é alto, se torne ainda mais impactante para os animais. Se estiverem sozinhos em casa, o problema pode se tornar maior.

Sendo assim, é importante ter cautela com os bichinhos principalmente nessas datas. Confira algumas dicas importantes a seguir:

– GARANTA O CONFORTO NA SUA AUSÊNCIA: se você estiver fora de casa, deixe seus pets confortáveis. Permita que eles fiquem próximos de ambientes que tenham o seu cheiro para que eles se sintam mais seguros. Criar abrigos como cabaninhas dentro de casa ajudam a dar sensação de segurança;

– DEIXE-O SOLTOS E SEPARADOS: Não os deixe amarrados e/ou com coleiras presas em algum lugar. O desespero com o barulho dos fogos pode fazer com que eles se debatam e se machuquem seriamente. Além disso, no caso de muitos cães, o ideal é separá-los já que o barulho pode excitá-los e causar brigas perigosas;

– ABAFE A ENTRADA DE RUÍDO: fechar portas e janelas com colchões e cobertores pesados, colocar algodão nos ouvidos dos cães e gatos, e ligar o rádio ou TV em volume mais alto são ações que ajudam a diminuir a sensação de barulho que assusta os bichanos;

– EVITE FUGAS: Mantenha-os em um ambiente em que não haja riscos de fuga para a rua, por exemplo. No fim de ano os casos de desaparecimento de cães e gatos são muito maiores justamente pelo fato de eles entrarem em pânico com os ruídos e fugirem;

– IDENTIFIQUE-OS: Mesmo que sejam feitas todas essas atitudes de prevenção, lembre-se de deixar seu pet com uma correntinha de identificação, com nome, telefone e nome do dono, para que em caso de fuga, quem encontrá-lo possa entrar em contato.

E se você e planeja soltar fogos nas festas de fim de ano, lembre-se o quanto esse tipo de ruído pode afetar o entorno. Opte pelos modelos mais silenciosos. Os minutos de beleza dos fogos não valem o pânico e desespero dos animais.